Resumo Diário

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Em seu terceiro dia seguido de alta, o Ibovespa fechou esta terça-feira com alta de 1,99%, alcançando os 55.780 pontos. O mercado acompanhou a forte movimentação da Petrobras que viu suas ações ordinárias avançarem 3,91% para R$ 19,69, enquanto as preferenciais tiveram ganhos de 3,43% até os R$ 18,99.  O giro financeiro de R$ 7,30 bilhões, forte a despeito do feriado norte-americano.

O mercado vislumbra melhorias significativas na crise da Zona do Euro. A Irlanda, um dos países mais afetados, deve emitir dívida nesta semana, pela 1ª vez desde 2010 – mostrando que o país volta a dar sinais de saneamento fiscal. Já a Espanha tomará medidas adicionais para cumprir a sua meta de déficit.

Destaque de ações
É válido destacar o forte movimento de ações que não estavam registrando um bom ano fortaleceu o Ibovespa nesta sessão. As ações da B2W Varejo registrou ganhos de 10,37%, até R$ 6,60, enquanto os papéis preferenciais da Usiminas tiveram ganhos de 8,32%, terminando a R$ 6,77 – refletindo um possível aumento de preços.

Fora do Ibovespa, o destaque ficou com a alta de 57,34% das ações da Cruzeiro do Sul, terminando a R$ 2,25. 

As empresas de energia elétrica foram o destaque de queda. Os papéis da Eletropaulo desabaram 10,0%, terminando a R$ 22,96, após a Aneel anunciar a revisão tarifária – fato que trouxe viés negativo para o setor.

Por sua vez, os papéis da OGX Petróleo recuaram 3,17%, terminando a R$ 6,10, após chegarem a registrar alta de 8,89% no intraday.

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Indústria decepciona
Na agenda doméstica, a produção industrial brasileira registrou queda de 4,3% na comparação entre maio de 2011 e de 2012, consolidando o nono resultado negativo consecutivo, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física. Vale ressaltar que foi a pior queda da indústria desde setembro de 2009, o que reacende a luz amarela quanto às projeções acerca do desempenho do PIB neste ano.

Por sua vez, o IPC de São Paulo fechou o mês de junho com variação de 0,23%, enquanto a Sondagem do Comércio passou de 131,2 para 126,4 pontos entre o primeiro trimestre de 2011 e de 2012, mostrando queda de 3,7%.

Referências internacionais
Nos EUA, o mercado recebeu positivamente o Factory Orders referente ao mês de maio, mostrando o volume de pedidos da indústria. O indicador econômico apontou que o volume de encomendas à indústria do país subiu 0,7% em maio, frente a alta esperada de 0,4%. Vale ressaltar que a sessão norte-americana foi mais curta, fechando  nesta terça-feira às 14h, por conta da véspera do feriado de 4 de julho no país.

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Já na China, a atividade do setor de serviços cresceu em junho ao ritmo mais rápido em três meses, de acordo com o PMI. O indicador subiu para 56,7 em junho, de 55,2 em maio.

Dólar
Após abrir a sessão desta terça-feira em queda, o dólar comercial inverteu o sinal no final da manhã e fechou no positivo, quebrando a sequência de três sessões de queda. A divisa norte-americana encerrou a sessão em forte alta de 1,59%, aos R$ 2,0189 na venda.

Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam estáveis. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 7,82%, mesmo percentual do fechamento de segunda-feira.

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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,02%, a 129,45% do valor de face. Já o indicador de risco-País terminou estável nesta sessão, aos 211 pontos.