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SÃO PAULO – O Ibovespa alcançou sua quinta alta consecutiva nesta quinta-feira ao avançar 0,54%, fechando aos 56.379 pontos. É a maior sequência de ganhos do índice desde o período de 31 de janeiro a 7 de fevereiro, quando também subiu por cinco pregões.
Apesar desse avanço, o benchmark mostrou-se bastante volátil no intraday. Na primeira hora de negociação, o Ibovespa chegou a recuar 0,44%, mas logo mostrou recuperação e no meio da tarde ele chegou a mostrar alta de 1,54%. Contudo, nos últimos 90 minutos de pregão, esse avanço foi perdendo forças. O giro financeiro foi de R$ 6,36 bilhões.
O bom desepenho das ações da Petrobras ajudou no desempenho do mercado brasileiro: os papéis ordinários da companhia avançaram 3,78%, para R$ 20,34, enquanto os ativos preferenciais subiram 3,43%, terminando aos R$ 19,60. Outro evento positivo para o País foi o surpreendente corte na taxa básica de juro da China como forma de estimular o principal parceiro comercial do Brasil.
Destaque de ações
Os papéis da Ultrapar tiveram ganhos de 3,93% nesta sessão, sendo às únicas a superarem os papéis da Petrobras, terminando a R$ 46,80. Por sua vez, as ações da Gerdau avançaram 2,78%, terminando a R$ 18,13, seguindo a recuperação da economia norte-americana.
Os papéis da BR Malls recuaram 3,58%, terminando a R$ 22,61 – tomando o posto de maior desvalorização do índice. Por sua vez, os papéis ordinários da Usiminas recuaram 2,90%, terminando a R$ 8,03.
Lá fora, desânimo
Assim como a China, o BCE também reduziu a taxa básica de juro para a mínima histórica de 0,75% ao ano. Apesar disso, as referências foram predominantemente negativas no plano internacional: a chanceler alemã Angela Merkel afirmou que seu país não assumiu garantias adicionais com a Zona do Euro, algo tido como necessário para a solução da crise.
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Na mesma toada pessimista, o presidente do BCE, Mario Draghi, afirmou que a decisão unânime de corte dos juros deve-se à deterioração da atividade econômica na região, num cenário em que as ameaças da inflação estão contidas. O reflexo foi visto na maioria das bolsas tanto da Europa quanto dos Estados Unidos, que fechou no campo negativo nesta quinta-feira.
Referências econômicas
Agenda lotada nos Estados Unidos. A principal referência foi o número de postos de trabalho criados no setor privado em junho veio acima do esperado, atingindo 179 mil vagas. O mercado de trabalho também após os novos pedidos seguro-desemprego vierem melhor do que as projeções. Por sua vez, o setor de serviços no país teve desempenho inferior ao esperado.
Por aqui, o IGP-DI desacelerou para 0,69% em junho. Já a produção agrícola nacional deve chegar a 160,7 milhões de toneladas em junho, uma alta de 0,4% sobre a safra obtida no mesmo período de 2011.
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Na Alemanha, as encomendas à indústria alemã avançaram 0,6% em maio, superando expectativas.
Dólar
Após abrir em alta, o dólar fechou a sessão dessa quinta-feira com desvalorização, em meio às medidas de estímulo na Europa e China. Cotado a R$ 2,0242 na venda, a moeda norte-americana registrou queda de 0,16%.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 7,91%, 0,02 ponto percentual acima do fechamento de quarta-feira.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,27%, a 129,50% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve alta de 3 pontos-base nesta sessão, aos 207 pontos.