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Seguindo o clima positivo nas bolsas de Wall Street, o Ibovespa encerrou a sessão desta sexta-feira em alta de 1,27%, a 70.808 pontos. O volume financeiro do dia chegou a R$ 6,75 bilhões. A performance positiva do índice foi influenciada pela alta nas ações da Petrobras, mas amenizada pela baixa da Vale.
Cabe destacar que, na semana, a alta do Ibovespa alcançou os 0,83%, marcando a sexta variação semanal positiva do índice.
Principal referência do dia, o Employment Report decepcionou o mercado e contribuiu para a volatilidade registrada no dia em meio às expectativas quanto a futuras ações do Federal Reserve visando estimular a economia norte-americana.
Por aqui, os investidores também digeriram a nova medida do CMN para que estrangeiros não escapem da nova elevação do IOF. Excluídas operações com derivativos, investidores estrangeiros que transferirem seus recursos das operações financeiras de aplicações com renda variável, tanto na bolsa de Valores quanto na de Mercadorias e Futuros, estarão submetidos a uma regra de câmbio simultâneo.
Destaques da bolsa
Na cena corporativa, após sucessivas baixas, as ações da Petrobras conseguiram sustentar uma alta neste pregão.
Já as ações da Vale fecharam o dia em baixa, refletindo o corte de recomendação por parte do UBS.
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Agenda
O IPC-S marcou inflação de 0,66% na semana terminada em sete de outubro último, taxa 0,20 ponto percentual maior que a apurada na medição anterior. Já o IGP-DI apontou inflação de 1,10% em setembro, mesmo resultado que em agosto. O número também ficou acima das expectativas do mercado, que, segundo o último relatório Focus, esperava variação de 0,99% no acumulado mensal.
Já a taxa de emprego na indústria brasileira aumentou 5,2% em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2009. De acordo com o IBGE, a taxa é a sétima positiva consecutiva para este tipo de comparação. O IBGE revelou ainda que o valor real da folha de pagamento dos trabalhadores da indústria registrou alta de 9% em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2009.
Lá fora, a economia norte-americana registrou a perda de 95 mil postos de trabalho em setembro. O resultado veio pior do que o esperado pelo mercado, que estimava uma estabilização nos postos no período. Vale ressaltar que em agosto foram fechadas 57 mil vagas de emprego, segundo dados revisados.
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Em linha com o apontado em agosto, a taxa de desemprego nos EUA permaneceu em 9,6% em setembro, levemente abaixo das expectativas do mercado, que esperava leve aumento para 9,7%.
Também na pauta norte-americana, o nível dos estoques no atacado dos EUA surpreendeu o mercado ao avançar mais do que as expectativas em agosto. O indicador Wholesale Inventories demonstrou alta de 0,8% no período, frente à elevação esperada pelo mercado de 0,4%. Por outro lado, o resultado ficou abaixo do exibido em julho, quando o indicador apontou elevação de 1,5%, conforme os números revisados.
Passando à Europa, a agenda também decepcionou, trazendo instabilidade aos principais índices do continente: na Alemanha, as exportações recuaram 0,4% em agosto, ao passo que as importações caíram 2,2%. Passando ao Reino Unido, o PIB desanimou ao cresceu 0,5% nos três meses até setembro, desaceleração face ao crescimento de 1,2% no trimestre anterior.
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Dólar
Com forte queda de 1,13%, cotado na venda a R$ 1,667, o dólar comercial não só interrompeu uma sequência de duas altas nesta sexta-feira como também renovou o menor patamar alcançado desde 2 de setembro de 2008, quando na ocasião fechou a R$ 1,665. Com este recuo, a moeda terminou a semana com desvalorização acumulada de 0,83%.
O Banco Central do Brasil manteve ativa suas intervenções no mercado cambial, realizando dois leilões de compra de dólares nesta sessão. O primeiro ocorreu por volta das 12h35 (horário de Brasília), tendo uma taxa de corte aceita em R$ 1,6775. A segunda compra de dólares teve início às 15h30 e terminou às 15h35, tendo taxa de R$ 1,6677.
Renda Fixa
O mercado de juros futuros encerrou em alta. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2012, fechou com taxa de 11,42%, alta de 0,04 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,14% em 139,76% do valor de face.
O risco-País registrou variação negativa de quatro pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 197 pontos-base.