Resumo Diário

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Influenciado pelas projeções negativas para a economia interna, o Ibovespa registrou queda de 1,71% nessa segunda-feira, fechando aos 53.401 pontos. Também contribuiu para esse movimento a queda de mais de 6% das ações da OGX – que possuem o terceiro maior peso na composição do índice – após o Deutsche Bank recomendar a venda das ações da companhia, com nova revisão dos ativos. O giro financeiro foi de cerca de R$ 8,49 bilhões, impulsionado pelo vencimento de opções.

Pela manhã, analistas de mercado cortaram pela 10ª semana consecutiva as projeções para o PIB do Brasil, com expansão esperada é de 1,9% em 2012. Além disso, o FMI cortou as projeções para o crescimento global, sendo que a expectativa para o Brasil foi reduzida em 0,6 ponto percentual. Ainda assim, o órgão está mais otimista que os analistas brasileiros, pois espera um avanço de 2,5% este ano no nível de atividades do país. 

Já no Velho Continente, a corte da Alemanha anunciou que levará mais tempo que o esperado para avaliar se o país participará do fundo de resgate criado recentemente, o que aumentou o ceticismo do mercado se a maior economia do bloco irá tomar medidas para reduzir o impacto da crise na região. 

Destaques de ações 
As maiores baixas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram dos papéis da MMX e da PDG, com quedas respectivas de 7,13% e de 6,91%, cotadas aos R$ 5,21 e R$ 3,10.

Já as maiores altas, dentre os papéis que compõem o índice, foram da Natura, com ganhos de 3,97%, aos R$ 47,15 e da BR Malls, com valorização de 3,76%, aos R$ 47,15, após a divulgação da prévia de vendas dos lojistas da administradora de shoppings melhor do que o esperado pelo mercado.

Indicadores internacionais mistos 
Nos Estados Unidos, os investidores ponderaram dois indicadores que vieram com sinais opostos nesta segunda. As vendas no varejo caíram 0,5% em junho, elevando as perdas do setor. Na outra ponta, a atividade industrial em Nova York saltou 7,4% em julho, taxa bem superior aos 3,8% esperados pelo mercado. Já os estoques de empresas dos Estados Unidos terminaram maio com um avanço de 0,3%, acima do esperado pelo mercado. 

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Apesar da notícia vinda da Alemanha não ter repercutido bem no mercado, a Europa surpreendeu positivamente com a divulgação de seus indicadores. A inflação ao consumidor dos 17 países-membros das Zona do Euro encerrou junho em 2,4%, dando margem ao BCE para manter política de alívio monetério. Já a balança comercial da Zona do Euro registrou superávit de € 6,9 bilhões em maio, uma alta de 86% sobre o resultado de abril. 

Queda no superávit 
Por fim, o MDIC reportou a balança comercial da segunda semana de julho, registrando superávit de US$ 89 milhões, queda de 2,7% na base de comparação anual, enquanto as importações subiram 3,6%.

Dólar
O dólar comercial fechou em queda de 0,06%, terminando a R$ 2,0360 na venda.

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Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 7,66%, queda de 0,13 ponto percentual em relação ao fechamento de sexta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,10%, a 129,74% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em alta de 0,50%, aos 201 pontos ante 200 da sessão anterior.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.