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Acompanhando o desempenho do mercado internacional, o Ibovespa registrou alta de 0,95% nessa terça-feira, aos 53.909 pontos. O dia foi marcado por forte volatilidade por conta do discurso semestral do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, no Congresso norte-americano, embora ele não tenha trazido muitas novidades em relação aos pronunciamentos anteriores. O giro financeiro foi de R$ 4,89 bilhões.
A bolsa brasileira seguiu o humor do mercado internacional, abrindo no positivo na expectativa do discurso do presidente do Fed e passando a ter perdas logo depois do início do discurso. Bernanke mostrou que está pronto para dar mais apoio monetário à economia dos Estados Unidos, já que percebeu sinais de desaceleração na atividade doméstica nos últimos meses, mas sinalizou que nenhuma medida desve ser tomada no momento.
O chairman do BC norte-americano apontou ainda que o mercado de trabalho mostra um desempenho frustrantemente lento, enquanto a economia está sendo pressionada por condições financeiras apertadas devido à crise da dívida da Zona do Euro. Vale ressaltar que, durante o pronunciamento, o benchmark da bolsa chegou a ter queda de 0,53%, mas se recuperou logo após o término do discurso.
Destaque de ações
As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram dos papéis da Cyrela Realty, com alta de 5,45%, aos R$ 13,92. A Light teve o segundo maior desempenho da sessão, ao registrar alta de 5,35%, aos R$ 24,23, repercutindo a elevação de recomendação anunciada pelo Itaú BBA.
Já as ações da GOL registraram uma das maiores altas do pregão, com alta de +5,18%, aos R$ 8,73, após a divulgação dos dados operacionais do mês de junho.
Na ponta negativa, se destacou a Dasa, que viu seus papéis recuarem 3,29%, cotados aos R$ 12,33.
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Agenda internacional ofuscada
A agenda internacional acabou tendo pouca relevância em meio ao discurso do presidente do Fed. Nessa data, o governo norte-americano divulgou que a produção industrial avançou 0,4% em junho, levemente acima das expectativas de uma alta de 0,3%. Da mesma forma, os preços mostraram estabilidade no mês, enquanto se esperava por um avanço de 0,1%.
Por fim, a demanda estrangeira por títulos e ativos dos EUA aumentou na comparação entre e abril e maio. O Treasury International Capital de maio foi de US$ 55 bilhões, acima dos US$ 25,6 bilhões relatados na medição anterior.
Já a confiança dos investidores na Alemanha caiu pelo terceiro mês consecutivo em julho, informou o instituto Zew. O indicador recuou de -16,9 pontos para -19,4 pontos na passagem mensal. Apesar do declínio, o número veio acima da previsão dos analistas, de queda mais acentuada, para -20,0.
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Por aqui, inflação avança
Já no cenário interno, a Fipe apontou leve alteração no IPC na cidade de São Paulo, de um avanço na primeira leitura de julho para 0,20% na medição seguinte. Já o IGP-10 subiu 0,96% em julho, superando a taxa do mês anterior, de 0,73% de alta, mostra a FGV.
Dólar
O dólar comercial fechou em queda de 0,71%, terminando a R$ 2,0221 na venda.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 7,78%, alta de 1,57% em relação ao fechamento de segunda-feira.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,10%, a 129,69% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em queda de 5,45%, aos 191 pontos ante 202 da sessão anterior.