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Repercutindo a ata do Copome descolado dos dados negativos da economia norte-americana, o Ibovespa registrou sua terceira sessão no azul nessa quinta-feira, com alta de 1,40%, aos 55.346 pontos. O benchmark da bolsa brasileira caminhou na mesma direção das principais bolsas internacionais, que ganharam forças com os resultados trimestrais positivos das empresas norte-americanas. O giro financeiro foi de cerca de R$ 5,41 bilhões.
No front nacional, o Copom ressaltou em sua ata que, apesar de uma recuperação econômica mais lenta do que imaginava, qualquer corte adicional na taxa Selic deverá ser conduzido com parcimônia, indicando que novos cortes podem ocorrer nas próximas reuniões. Na semana anterior, o Comitê reduziu a Selic em 0,50 ponto percentual, levando-a para a nova mínima histórica de 8% ao ano.
O mercado parece não ter sentido os dados da agenda norte-americana, que vieram bem negativos. As vendas de imóveis decepcionaram em junho, assim como a atividade industrial de Filadélfia para julho. O Leading Indicators, que traz uma compilação de dados já divulgados, recuou e veio abaixo das projeções para junho. Já os pedidos de auxílio-desemprego vieram acima do que o mercado estava prevendo, indicando que o mercado de trabalho norte-americano também está demorando a reagir.
Destaque de ações
A maior alta do Ibovespa ficou com as ações da Rossi com ganhos de 9,14%, aos R$ 4,30, enquanto os papéis da Gafisa e da MMX registraram valorização de 6,56%, aos R$ 2,60 e de 5,76%, aos R$ 5,88, respectivamente.
Na ponta negativa do índice, estiveram os papéis da TIM, que despencaram 8,77%, aos R$ 8,63, na esteira da suspensão de vendas da companhia pela Anatel anunciada na véspera, e dos cortes de recomendaçõe realizados por grandes bancos internacionais.
Incertezas no Velho Continente
Na Europa, o destaque ficou por conta do leilão de títulos públicos da Espanha, que viu o custo de financiamento disparar e levou o rendimento no mercado secundário novamente acima de 7%. Por outro lado, conta pontos a favor a aprovação do parlamento alemão para o pacote de ajuda à Espanha, aval concedido no início da tarde.
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Ainda na sessão, contou a declaração da Comissão Europeia de que volume de até € 100 bilhões que a Zona do Euro concordou em emprestar à Espanha é apenas para a recapitalização dos bancos do país e não para qualquer outro uso possível. Já no final do pregão, a agência de classificação de risco Fitch confirmou o rating de longo prazo da Itália em “A-“, com perspectiva negativa, relativo a dívida soberana do país.
IGP-M acelera
Além da ata do Copom, a agenda doméstica contou com a divulgação do IGP-M, que subiu 1,11% na segunda prévia de julho, ante elevação de 0,63% no mesmo período de junho, informou a FGV.
Dólar
O dólar comercial fechou em queda de 0,39%, terminando a R$ 2,0138 na venda.
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Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 7,69%, queda de 0,90% em relação ao fechamento de quarta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,05%, a 129,32% do valor de face.