Resumo Diário

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Na esteira da declaração de novas medidas de estímulos pelo presidente do BCE, Mário Draghi, o Ibovespa registrou nesta sexta-feira a sessão com maior ganhos desde 9 de agosto de 2011, subindo 4,72%, aos 56.553 pontos. O giro financeiro também impressionou, ao totalizar R$ 9,09 bilhões.

As declarações de Draghi confirmaram os rumores do mercado pela adoção de novas medidas de estímulo para a Zona do Euro. Segundo notícia publicada pela Bloomberg, dentre as medidas que o presidente do BCE pretende realizar estão novas compras de bônus, redução da taxa de juro básica e novas rodadas de LTRO. Vale ressaltar que o benchmark da bolsa brasileira chegou a subir 5,63% após o anúncio dessas medidas. 

Vale destacar que a sessão desta sexta-feira já abriu no azul, repercutindo a publicação do jornal francês Le Monde, ao reportar que o BCE e os fundos de resgate preparavam uma ação conjunta para comprar títulos públicos no mercado primário e secundário. Além disso, contribuiu para o entusiasmo do mercado a declaração da chanceler alemã, Angela Merkel, e do presidente francês, François Hollande, de que farão tudo para defender a Zona do Euro. 

A agenda econômicos dos Estados Unidos também animou o mercado, com a primeira leitura do PIB do segundo trimestre mostrando avanço de 1,5%, contra expectativas que giravam em torno de 1,2%. Com isso, o desempenho da economia nos três primeiros meses do ano foi revisado para cima, de 1,9% para 2,0%. Ademais, a confiança dos consumidores por lá veio ligeiramente acima do esperado para julho. 

Ações nas alturas
Boa parte das ações que fazem parte do Ibovespa fecharam no campo positivo. O grande destaque ficou para as ações da OGX, que lideraram os ganhos pelo índice registrando valorização de 12,75%, aos R$ 5,75. Deram sequência aos ganhos as ações preferenciais da Usiminas, assim como as ordinárias da companhia e da Gafisa.  

Apenas os papéis da Natura e da Redecard registraram perdas na sessão. 

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Outras ações com forte participação no índice também registraram fortes ganhos nesta sessão, entre elas as da Petrobras, Vale, Itaú Unibanco, Bradesco e Banco do Brasil. 

Agenda doméstica
Por aqui, a agenda não foi movimentada, influenciando pouco para o desempenho do índice na sessão. Entre os dados divulgados, o destaque da agenda foi a confiança da indústria, que mostrou recuo em julho.

Dólar
O dólar comercial fechou em alta de 0,05%, terminando a R$ 2,0233 na venda, apesar do maior otimismo no cenário internacional.

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Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 7,84%, com alta de 0,09 ponto percentual em relação ao fechamento de quinta-feira. 

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,05%, a 129,25% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve queda de 11,82%, passando de 212 pontos na sessão anterior para 179 pontos.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.