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O Ibovespa registrou queda de 2,00% nesta sexta-feira (1), terminando a 53.402 pontos – mínima desde 10 de outubro de 2011, quando havia terminado aos 53.273 pontos. Assim, o índice caiu 1,95% na semana, registrando sua 6ª queda semanal consecutiva, a 1ª vez desde 1998 que o índice tem uma sequência tão negativa. O giro financeiro foi de R$ 6,21 bilhões.
Números negativos na agenda econômica tanto interna quanto internacional prejudicaram o desempenho das bolsas mundiais. Por aqui, o PIB avançou apenas 0,2% no primeiro trimestre – patamar que mostra uma recuperação econômica “gradual”, na avaliação de Alexandre Tombini, presidente do Banco Central e fez com que diversos bancos revisassem suas estimativas para o crescimento do País.
Já nos EUA, o Relatório de Emprego mostrou a criação de 69 mil novos postos, bastante abaixo dos 150 mil projetados, levando a taxa de desemprego para 8,2%. O desemprego também chamou a atenção na Europa, atingindo os 11% – um novo recorde histórico. A indústria da Zona do Euro mostrou o ritmo de contração mais forte desde 2009, recuando pelo 10º mês consecutivo. A China também viu sua indústria recuar.
Destaques de ações
As ações da LLX Logística lideraram as perdas desta sessão, ao recuar 8,05% para R$ 2,17. Já os papéis da OGX Petróleo, o terceiro com maior peso no índice, tiveram queda de 5,92% – fechando a R$ 9,69.
Foram os ativos da TIM Participações que lideraram os ganhos – com alta de 2,46%, terminando aos R$ 9,99. Por sua vez, as ações da Redecard ganharam 1,61%, fechando aos R$ 31,50.
Alemanha mostra flexibilidade
Outras referências europeias também chamaram a atenção dos investidores. A Alemanha mostrou rara flexibilidade ao apoiar a proposta da Comissão Europeia de dar mais tempo à Espanha para reduzir o seu déficit orçamentário. Na próxima terça-feira, Angela Merkel, terá uma reunião com o presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso, para tratar da emissão de títulos conjuntos de dívida no continente – os Eurobonds.
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Outros indicadores
Completando a agenda de indicadores desta sexta, o investidor acompanhou a divulgação do IPC-S de maio, que marcou elevação de 0,52%. Já a balança comercial de maio mostrou saldo positivo de US$ 2,953 bilhões.
Nos EUA, o Construction Spending, o índice de preços PCE e o ISM Index também vieram abaixo das projeções do mercado.
Dólar
O dólar comercial encerrou essa sexta-feira (1) em nova alta, com valorização de 1,50%, aos R$ 2,0478 na venda, em meio aos dados norte-americanos negativos e com o resultado decepcionante do PIB do Brasil, que avançou apenas 0,2% no primeiro trimestre. Com essa alta, a valorização semanal da moeda foi de 2,67%.
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Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 7,85%, 0,08 ponto percentual abaixo do fechamento de quinta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,20%, a 129,49% do valor de face. Já o indicador de risco-País registrou alta de 9 pontos-base nesta sessão, terminando aos 252 pontos.