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Acentuando as perdas durante a tarde, o Ibovespa fechou com queda de 1,75%, terminando esta terça-feira (5) aos 52.481 pontos – sua menor pontuação desde 7 de outubro de 2011, quando havia fechado aos 51.243 pontos. “A perda dos 53.000 pontos ativou o stop loss de muitos investidores”, afirmou Pedro Galdi, analista-chefe da SLW Corretora. O giro financeiro foi de R$ 4,99 bilhões.
Segundo o analista, a perda ajuda a entender a movimentação de papéis como os da OGX Petróleo, que recuaram 6,22% nesta sessão, encerrando cotadas a R$ 9,19. Os papéis tendem a seguir, com maior agressividade, a movimentação do próprio índice.
O mercado foi pressionado nesta sessão pelas declarações de Cristobal Montoro, ministro do Tesouro espanhol, de que o país não tem como acessar o mercado – mas precisa renegociar suas dívidas. Já Christine Lagarde, presidente do FMI destacou que o BCE ainda tem espaço para novos cortes de juros.
Destaque de ações
A maior queda entre as ações do Ibovespa foi realizada pelas ações da B2W Varejo, que recuaram 8,35% aos R$ 5,05 – sua mínima histórica. A empresa anunciou a emissão de R$ 300 milhões em debêntures, o que evidencia a necessidade de dinheiro no curto prazo.
Já a maior alta do Ibovespa foi registrada pelos papéis da Marfrig, que avançaram 3,66% para R$ 8,78. Por sua vez, a Cielo teve ganhos de 1,93%, terminando negociadas a R$ 55,55. Esses foram os únicos papéis tiveram mais de 1% de valorização.
Agenda de indicadores
Na agenda desta sessão, o destaque ficou com o indicador de serviços dos EUA, o ISM Services, de maio divulgado que marcou 53,7 pontos na passagem entre abril e maio, ficando acima das expectativas dos analistas de 53,1 pontos. Já o ISM Services da China subiu para 54,7 em maio, atingindo a máxima em 19 meses.
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Por aqui, o IBGE divulgou o levantamento sistemático sobre a safra agrícola brasileira. O relatório projeta uma alta de apenas 0,1% na passagem anual.
Dólar
O dólar comercial encerrou essa terça-feira em forte queda, influenciado pelo leilão de swap cambial realizado pelo BC logo no início das negociações da divisa. Com essa atuação da autoridade monetária, a moeda apontou forte desvalorização de 1,71% cotado a R$ 2,0170 na venda.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 8,33%, 0,03 ponto percentual abaixo do fechamento de segunda-feira.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,06%, a 129,13% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou estável nesta sessão, aos 252 pontos.