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Puxado pela forte queda de suas principais blue chips, o Ibovespa caiu 0,79% nesta segunda-feira (11), fechando aos 54.001 pontos. O movimento no final do dia foi o oposto daquele visto no começo da sessão, quando o índice chegou a registrar alta de 1,78%, animado pelo plano de ajuda aos bancos espanhois e pelos indicadores positivos da China. O giro financeiro de R$ 5,40 bilhões.
O mercado inicialmente respondeu bem ao pedido espanhol, realizado neste sábado (9), de uma ajuda internacional no valor de € 100 bilhões para lidar com problemas no setor bancário. Porém, a declaração do primeiro-ministro do país, Mariano Rajoy, de que esta não é a solução para o mercado – impulsionando os yields dos títulos de dívida espanhois e italianos para patamares próximos aos níveis considerados “impagáveis”.
Diante disso, o índice de ações da bolsa italiana, o FTSE MIB, que chegou a subir 2,56% no começo do dia, terminou com forte queda de 2,79%.
Petro e OGX pressionam
O desempenho das ações de duas das principais empresas mais significativas do Ibovespa colaborou para derrubar o índice. A Petrobras viu suas ações ordinárias recuarem 2,99% para R$ 19,55, enquanto as preferenciais tiveram desvalorização de 2,60% para R$ 18,39. Enquanto isso, as ações da OGX Petróleo fecharam em forte queda de 7,40% para R$ 9,39. Juntas, elas representam cerca de 15% do índice.
Além das petrolíferas, as ações da Light também registraram forte queda – recuando 4,49% até R$ 23,83.
Atípica também foi a movimentação dos papéis da TAM, que durante toda a sessão operaram entre as maiores quedas, chegando a auferir perdas de 10,97%, antes de fechar em queda de “apenas” 2,10%. Na ponta positiva estiveram as ações da Gafisa, que pelo segundo pregão seguido obteram uma forte valorização. Desta vez, os ganhos foram de 8,47%, terminando a R$ 2,69.
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China, BRIC e Espanha
Na Ásia, o destaque ficou por conta da cesta de indicadores chineses, que mostraram que a economia do gigante asiático não está em queda livre. Já a agência de classificação de risco Standard & Poor’s alertou que a Índia pode ser o primeiro país dos BRIC a perder o grau de investimento.
Nesta sessão, a agência de classificação de risco Moody’s rebaixou o rating de dois dos principais bancos espanhois: o Santander e o BBVA. O mercado também começou a especular a possibilidade da Europa instaurar controles de capitais caso a Grécia venha a sair da Zona do Euro, segundo a Reuters apurou junto à autoridades da União Europeia.
Focus volta a reduzir PIB
Na agenda de indicadores nacional, o destaque ficou com o IGP-M, que marcou inflação de 0,68% e com o IPC-S que apontou variação positiva de 0,43%. Também foi divulgado o Relatório Focus, que mostrou nova reduções nas projeções do PIB, desta vez de 2,53%.
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Já a balança comercial mostrou saldo negativo de US$ 325 milhões no começo de junho.
Dólar
O dólar encerrou essa segunda-feira em forte alta, registrando ganhos de 1,64%, cotado a R$ 2,0573 na venda. O movimento da moeda ganhou forças na medida em que o humor dos investidores nitidamente mostra piora no começo de tarde, o que levou a maior procura pela divisa, considerada mais segura.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 7,75%, 0,05 ponto percentual abaixo do fechamento de sexta-feira.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,03%, a 129,88% do valor de face. Já o indicador de risco-País avançou 2 pontos-base nesta sessão, aos 226 pontos.