Resumo Diário

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Em forte alta durante toda a sessão, o Ibovespa registrou valorização de 3,23%, terminando esta sexta-feira aos 54.354 pontos. O mercado se mostrou estimulado com o resultado primeiro dia de reuniões na Zona do Euro, com a discussão da recapitalização direta dos bancos e a compra de títulos públicos, além da aprovação de um plano de crescimento em € 120 bilhões. O giro financeiro foi de R$ 6,38 bilhões.

Por aqui, o mercado refletiu o corte nos compulsórios pelo Banco Central, que passaram de 12% para 6%. Com queda de 1,96% na semana, o benchmark não conseguiu aproveitar o rali das bolsas norte-americanas e europeias, por conta das perdas de 40,54% da OGX Petróleo no período. Contudo, em recuperação às fortes quedas, as ações da petrolífera registraram forte alta de 8,91% nesta sexta-feira, terminando a R$ 5,50.

Destaque de ações
A principal alta do Ibovespa, porém, foi registrada pelas ações da MMX Mineração, que avançaram 17%, terminando a R$ 5,85. Já os papéis da Marfrig tiveram ganhos de 9,24%, terminando a R$ 9,34. 

Os papéis da Natura lideraram as perdas, com queda de 1,67%, fechando a R$ 47,00, tornando-se os únicos a recuarem mais de 1% nesta sessão, entre os ativos componentes do Ibovespa. 

Indicadores
Na agenda doméstica desta sexta-feira, o Banco Central divulgou a Nota de Política Fiscal de maio, mostrando superávit primário do setor público consolidado caiu para R$ 2,65 bilhões. Mais cedo o IBGE divulgou ainda o IPP – Indústria de Transformação – de maio, que marcou taxa de 1,65%.

Nos EUA, o núcleo do índice de preços PCE avançou 0,1% em maio. Além disso, foi divulgado o Chicago PMI referente ao mês de junho, que mostrou desempenho ligeiramente pior que o esperado pelo mercado. Já a Universidade de Michigan mostrou que a confiança do consumidor norte-americano veio pior do que o esperado no mês de junho, registrando 73,2 pontos.

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Dólar
Com a melhora do humor, o dólar comercial encerrou esta sexta-feira em uma forte queda de 3,2%, aos R$ 2,0098. Com isso, a divisa norte-americana reverteu os ganhos de junho, encerrando o mês com recuo de 0,37%. Entretanto, no trimestre, a alta é de 10,1% e no ano é de 7,57%.

Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam praticamente estáveis. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 7,62%, 0,01 ponto percentual abaixo do fechamento de quinta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,03%, a 129,47% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve queda de 12 pontos-base nesta sessão, aos 207 pontos.