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Após abrir em leve alta, o Ibovespa inverteu o sinal e terminou em queda de 0,51%, fechando esta quinta-feira (3) aos 62.104 pontos. Por aqui, o destaque ficou com as possíveis mudanças nas regras da poupança, que vão ser anunciadas mais tarde, e que podem refletir em novos cortes da Selic, a taxa básica de juros nacional. O giro financeiro foi de R$ 6,78 bilhões.
Boa parte da queda ocorreu por conta do desempenho negativo das ações da Petrobras (PETR3, -3,17%; PETR4, -2,73%), ao contrário do que havia sido registrado na véspera. Os papéis da petrolífera, com forte peso na composição do índice, reagiram negativamente à notícia de que a diretoria deverá ser completamente alterada, conforme anunciado pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.
Europa pressiona
Na Zona do Euro, mesmo com a possibilidade de uma recessão mais grave, o BCE optou por manter a taxa básica de juro do continente em 1% ao ano. De acordo com o presidente da instituição, o italiano Mario Draghi, a decisão de cortar os juros não foi nem discutida na reunião desta sessão.
Draghi confia em uma recuperação da atividade econômica europeia, mas atentou para a existência de riscos de deterioção. O mercado avalia que uma das possíveis fonte de risco continua a ser a Grécia. Além disso, a agência de classificação de risco Fitch’s não descarta a possibilidade de que o país tenha de deixar a Zona do Euro.
Destaque de ações
A ponta negativa do índice foi ocupada pelos papéis da Marfrig, que recuaram 6,44% e terminaram a sessão cotados a R$ 9,59. Por sua vez, os papéis da TIM Participações tiveram queda de 5,84%, terminando a R$ 10,65 cada, em reflexo dos rumores de que seu presidente será demitido. Já as ações da Metalúrgica Gerdau recuaram 3,66%, em reflexo ao resultado trimestral decepcionante.
Na ponta positiva do índice, o destaque ficou para as imobiliárias, avaliando possíveis novos cortes da Selic. A maior alta ficou com os papéis da Gafisa, que avançaram 7,63% aos R$ 3,95.
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Agenda de indicadores
Na agenda doméstica, o destaque ficou por conta da produção industrial, que registrou recuo de 0,5% em março frente a fevereiro, de acordo com dados do IBGE.
Já a agenda dos Estados Unidos teve como destaque o Initial Claims, apontando que os pedidos de auxílio-desemprego na semana anterior vieram melhor que a expectativa. Desempenho similiar teve o Productivity & Costs do primeiro trimestre, que também esteve acima da expectativa. Por outro lado, o ISM Services marcou 53,5 pontos em abril, frente às expectativas de 55,5 pontos.
Dólar
Em meio à esse cenário, o dólar comercial fechou cotado a R$ 1,9117 na compra e R$ 1,9123 na venda, baixa de 0,64% em relação ao fechamento anterior. A moeda continua a apresentar alta de 2,34% no ano.
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Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 8,11%, 0,05 ponto percentual abaixo do fechamento de quarta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,07%, a 132,71% do valor de face. Já o indicador de risco-País terminou em queda de 2 pontos-base nesta sessão, terminando aos 180 pontos.