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Registrando sua pior sessão desde 6 de março, quando caiu 2,76%, o Ibovespa teve forte pressão vendedora nesta sexta-feira (4), terminando com queda de 2,06%, aos 60.820 pontos – seu menor patamar desde 17 de janeiro, quando fechou a 60.645 pontos. Assim, o índice termina a semana com desvalorização de 1,41%, sua 6ª variação negativa em 7 semanas. O giro financeiro foi de R$ 9,87 bilhões.
O noticiário corporativo também impactou o índice. As ações Vale (VALE3, -2,88%; VALE5, -2,65%) despencaram após o STJ cancelar a suspensão de cobrança de impostos. Os papéis da Petrobras (PETR3, -4,21%; PETR4, -4,30%) também tiveram forte movimentação negativa, reflexo da queda de produção de petróleo no último mês. Estes papéis são os mais significativos do mercado nacional, chegando a representar mais de 20% do Ibovespa.
Dados econômicos e rating espanhol
A principal referência do mercado nesta sessão foi o relatório de emprego norte-americano, que mostrou a criação de menos postos do que se esperava no último mês, pressionando os mercados mundiais. A taxa de desemprego, porém, recuou de 8,2% para 8,1% – mais do que se esperava.
O mercado também se viu pressionado pelo PMI de serviços da Zona do Euro, que recuou para 46,7 pontos em abril. Uma pontuação abaixo de 50 indica contração. Por outro lado, este mesmo indicador na China avançou para 54,1 pontos – máxima em seis meses.
Perto do final do pregão, a agência de classificação de risco rebaixou o rating de sete regiões autônomas espanholas. A agência já havia rebaixado o rating do país e 11 bancos espanhóis no início da semana.
Destaque de ações
A maior queda da sessão foi registrada pelos papéis da Vanguarda Agro, que recuaram 7,69% para R$ 0,36. Já os papéis da Metalúrgica Gerdau estenderam a sessão negativa da véspera ao recuarem 6,05%, terminando a R$ 21,26.
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No lado positivo esteve o setor de transporte, representado por três segmentos diferentes. A aviação liderou os ganhos com o avanço de 5,19% dos papéis da GOL, seguido por concessões rodoviárias, representadas pela CCR, cujos ativos avançaram 3,85%; e logística, que viu os papéis da LLX Logística ganharem 3,50%.
Referências nacionais
Por aqui, chamou a atenção a alteração nas regras da poupança – anunciada na véspera. Sempre que a taxa básica de juro, a Selic, cair para 8,5% ao ano ou menos, a poupança passa a remunerar com 70% da taxa básica de juro ao ano mais TR. De acordo com economistas, isso abre espaço para novos cortes na Selic.
Guido Mantega, ministro da Fazenda, defendeu que a taxa básica deve continuar a cair, para reduzir o spread bancário e estimular o crédito. Mantega também voltou a falar em medidas permanentes de contenção do câmbio, para mantê-lo desvalorizado, aumentando a atratividade das exportações brasileiras.
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Dólar
O dólar comercial permaneceu no campo positivo durante todo intraday e fechou em alta nesta sexta-feira, com valorização de 0,72%, cotado a R$ 1,926 na venda. Em sessão negativa para o mercado, os investidores voltaram a procurar a divisa norte-americana, considerada um investimento seguro. Desta forma, a moeda teve avanço de 2,08% nesta semana, frente à queda de 1,41% do Ibovespa.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 8,35%, 0,17 ponto percentual abaixo do fechamento de quinta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,01%, a 132,72% do valor de face. Já o indicador de risco-País terminou em alta de 5 pontos-base nesta sessão, terminando aos 185 pontos.