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Após subir 1,61% pela manhã, o Ibovespa não aguentou a pressão vendedora e fechou esta quinta-feira (10) com queda de 0,14%, aos 59.702 pontos, sua terceira queda seguida, renovando a mínima de 13 de janeiro, quando havia fechado a 59.146 pontos. O desempenho do índice acompanhou o movimento das ações da empresa com maior peso no índice, Vale, que também perderam fôlego durante a sessão. O giro financeiro foi de R$ 5,92 bilhões.
Durante a manhã, as ações preferenciais da Vale chegaram a subir 2,27%, impulsionadas pela notícia de que a empresa obteve uma liminar suspendendo a cobrança de impostos. Contudo, o acionista da Vale não viu com bons olhos os sinais negativos emitidos pela economia chinesa, seu principal parceiro comercial, que mostrou exportações fracas que o esperado na balança comercial. O Banco Central chinês reiterou compromisso de aumentar flexibilização do yuan.
EUA chama a atenção
Na agenda econômica, a balança comercial dos EUA mostrou déficit de US$ 51,8 bilhões, acima das projeções dos analistas, de US$ 50,2 bilhões, enquanto o orçamento do governo dos EUA registrou o seu 1º superávit desde setembro de 2008 com resultado positivo de US$ 59 bilhões, levemente acima dos R$ 58 bilhões estimados.
Por sua vez, o Initial Claims marcou 367 mil novos pedidos de auxílio-desemprego no país, contra expectativa de 365 mil solicitações. Neste cenário, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, afirmou que as condições do sistema bancário dos EUA têm melhorado, mas alertou para os desafios em relação à qualidade de crédito e liquidez.
Destaque de ações
A ponta negativa do Ibovespa foi novamente ocupada por imobiliárias – com as ações da PDG Realty, Gafisa e Cyrela Realty ocupando três das maiores quedas. Os papéis da Braskem também tiveram um dia ruim, com queda de 4,56% aos R$ 12,55, após registrarem um lucro 50% menor no 1º trimestre.
Os papéis do Santander lideraram os ganhos desta sessão, com alta de 3,67% aos R$ 16,66. Os papéis da Gerdau também tiveram boa sessão, em reflexo à possíveis políticas de beneficiamento do Governo ao setor siderúrgico.
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Outras referências
Por aqui, os destaques ficaram com a divulgação do IGP-M, que mostrou alta de 0,89% nos preços na 1ª prévia de maio, uma aceleração de 0,39% no ritmo inflacionário. Por sua vez, a Pesquisa Industrial Mensal mostrou uma queda em cinco dos 14 estados brasileiros na passagem mensal e o IBGE divulgou uma estimativa para safra de grãos nacional 0,5% menor ao apontado em 2011.
No exterior, o destaque ficou por conta do BoE, que manteve sua taxa básica de juro inalterada, mas interrompeu o programa de compra de ativos. Na Espanha, o governo assumiu a participação de 45% do Bankia, uma das maiores instituições financeiras do país. Ainda por lá, a OCDE alertou que a atividade econômica na Zona do Euro está divergindo, com a Alemanha mostrando sinais positivos e a França mostrando lentidão no crescimento.
Dólar
O dólar comercial encerrou essa quinta-feira com desvalorização de 0,53%, cotado a R$ 1,9521 na venda. Após iniciar a sessão no campo positivo, a moeda norte-americana logo passou a cair, intensificando as perdas durante a tarde.
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Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 8,47%, 0,15 ponto percentual abaixo do fechamento de quarta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,02%, a 132,49% do valor de face. Já o indicador de risco-País terminou em queda de 2 pontos-base nesta sessão, terminando aos 192 pontos.