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Após abrir em forte queda e chegar a subir 1,06% durante a manhã, o Ibovespa inverteu sinal novamente e fechou esta sexta-feira (11) com queda de 0,43%, aos 59.445 pontos, 4º pregão negativo seguido – renovando mínima desde 13 de janeiro, quando havia terminado aos 59.146 pontos. Assim, o índice fecha o período de 7 a 11 de maio com perdas acumuladas de 2,26%, na sua quarta semana seguida em queda. O giro financeiro foi de R$ 5,93 bilhões.
O índice teve o mesmo comportamento da véspera: avançou forte pela manhã e acentuando perdas durante a tarde. O benchmark esteve pressionado por conta das principais blue chips, Petrobras (PETR3, -1,88%; PETR4, -1,96%) e Vale (VALE3, -3,00%; VALE5, -3,11%). Enquanto os papéis da petrolífera foram pressionados pelo adiamento da divulgação de resultados, os da mineradora refletem os dados da indústria chinesa, seu principal parceiro comercial. Juntas, ambas as empresas representam 22,88% do índice.
Crise na Europa pressiona
A Espanha foi o foco das atenções da sessão novamente, após pedir que seus bancos separem € 30 bilhões para cobrir possíveis perdas. Falando sobre o país, a Comissão Europeia avaliou que o déficit espanhol está acima da meta e sugeriu mais medidas de austeridade.
A situação política da Grécia também foi foco de atenções. A agência de classificação de risco Fitch’s Ratings ameaçou rebaixar ratings de países-membros caso o país deixe a Zona do Euro – possibilidade cada vez mais real, em reflexo à instabilidade política e aos ganhos de popularidade de políticos contrários às medidas de austeridade.
Destaque de ações
Os papéis da CSN registraram a maior queda desta sessão, ao recuarem 3,70% e fecharem cotados a R$ 14,56 cada – pressionados pelo resultado trimestral. Por sua vez, as ações da PDG Realty recuaram 3,62% e fecharam a R$ 4,53.
Os papéis da Gafisa avançaram 3,58% e fecharam a R$ 3,76, a maior alta da sessão. Já os ativos da Marfrig tiveram ganhos de 3,25%, terminando a R$ 9,86.
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Agenda norte-americana
Na agenda econômica norte-americana, o destaque ficou por conta do índice de preços ao produtor dos EUA, que apontou deflação de 0,2% em abril, inferior ao consenso de estabilidade. Por sua vez, a confiança do consumidor norte-americano veio melhor do que o esperado em maio, registrando 77,8 pontos.
Dólar
Em um dia de grande volatilidade, o dólar comercial encerrou essa sexta-feira em alta de 0,20%, aos R$ 1,9560 na venda. Desta forma, a moeda tem sua 5ª semana seguida de alta, com avanço de 1,56%.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em julho de 2012, registrou uma taxa de 8,39%, 0,05 ponto percentual abaixo do fechamento de quinta-feira.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,14%, a 132,44% do valor de face. Já o indicador de risco-País terminou em alta de 5 pontos-base nesta sessão, terminando aos 197 pontos.