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Com queda de 2,25%, o Ibovespa fechou esta terça-feira (15) aos 56.237 pontos, seu menor patamar desde 19 de dezembro, quando havia terminado aos 55.298 pontos. O índice registrou sua sexta queda seguida, algo que não ocorria desde os pregões de 5 a 12 de julho. Com essa queda, o desempenho acumulado do benchmark no ano passou a ser negativo em 0,91%, após já ter registrado ganhos de 21,52% em março.
O mercado reflete o período de maior aversão ao risco, que leva investidores a buscarem oportunidades mais seguros como os Treasuries norte-americanos e o próprio dólar, que já passa a operar acima da casa dos R$ 2, algo que não ocorria desde julho de 2009. O giro financeiro da bolsa nesta sessão foi de R$ 7,929 bilhões.
Mais uma vez, as referências gregas assombraram os mercados. Nesta terça, chegou ao fim o processo de negociações para formação de um governo na Grécia, que terminou sem conclusão – o que deve levar a uma nova eleição. Em meio ao ambiente de crise, o PIB na Zona do Euro no 1º trimestre ficou estável, graças ao bom desempenho da economia alemã.
Destaque de ações
Os papéis das imobiliarias lideraram as perdas do Ibovespa nesta sessão, com destaque para a queda de 15,05% dos papéis da MRV Engenharia, que atingiram a casa dos R$ 9,43. As ações deste setor refletiram os resultados trimestrais, que mostraram forte queda nos números das empresas. PDG também foi outra imobiliária a cair forte nesta sessão após seus resultados.
Vale destacar também a queda dos papéis da OGX Petróleo, a terceira ação mais significativa do índice. Já as ações da Marfrig tiveram o maior avanço, após ganhos de 5,25% aos R$ 9,62, depois de divulgarem seus resultados trimestrais, mostrando que o prejuízo do período anterior foi revertido para lucro.
Agenda norte-americana
No quesito indicadores, os EUA estiveram no radar. Por lá, o CPI, índice de preços ao consumidor, veio em linha com o esperado pelo mercado, marcando taxa de 0,3% em abril. Já as vendas no varejo norte-americano registraram aumento de 0,1% no mês de abril. O indicador da atividade industrial na região de Nova York, por sua vez, marcou 17,1 pontos em maio, forte avanço em relação aos 6,6 pontos relatados no mês anterior.
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Dólar a R$ 2,00
O dólar comercial rompeu o patamar dos R$ 2,00, encerrando a sessão desta terça-feira aos R$ 2,0015, com valorização de 0,58%. Essa é a maior cotação para a moeda norte-americana desde 10 de julho de 2009, quando atingiu R$ 2,002.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 8,33%, 0,04 ponto percentual abaixo do fechamento de segunda-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,09%, a 131,89% do valor de face. Já o indicador de risco-País terminou em alta de 5 pontos-base nesta sessão, terminando aos 213 pontos.