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Com queda de 0,62% nesta quarta-feira (16), o Ibovespa registra sua 7ª queda seguida, fechando a 55.887 pontos – mínima desde 19 de dezembro de 2011, quando havia fechado a 55.298 pontos. O índice não registrava uma sequência tão longa de quedas desde os pregões de 2 a 10 de outubro de 2008, quando também registrou sete quedas seguidas. O giro financeiro foi de R$ 8,81 bilhões.
O índice terminou em queda mesmo com a forte alta das ações da Petrobras (PETR3, +3,63%; PETR4, +4,33%) – que juntas representam 10,49% do índice. Os papéis da petrolífera, que terminaram as últimas 8 semanas anteriores em queda, refletiram positivamente os resultados do primeiro trimestre da companhia – que superou as expectativas do mercado. A alta foi parcialmente compensada pelo forte recuo da terceira ação mais representativa do índice, a OGX Petróleo (OGXP3, -3,41%).
Aversão ao risco voltou a se elevar
A Grécia foi o assunto da sessão, ajudando a elevar o sentimento de aversão ao risco. Isso ocorreu após o BCE restringir operações com alguns bancos gregos, temendo que um novo possa vir a declarar default. O clima político é bastante instável, já que as últimas eleições terminaram sem a formação de um novo governo. Assim, o país deverá ter um novo pleito no dia 17 de junho.
O aumento da percepção do risco foi óbvio na minuta da última reunião do Fomc. O equivalente norte-americano do Copom destacou haver incertezas que podem prejudicar a economia dos EUA, dando abertura para o anúncio de novos estímulos monetários para estimular o crescimento da economia no ritmo desejado.
Destaque de ações
Na ponta negativa do principal índice da bolsa brasileira estiveram os papéis da JBS, que recuaram 8,83% aos R$ 6,09, em reflexo ao resultado trimestral, que desapontou ao mostrar queda de 21% no lucro líquido. As ações ordinárias da Usiminas tiveram queda de 7,32%, fechando a R$ 14,31 cada, após o Morgan Stanley retirá-la do MSCI.
Além dos papéis da Petrobras, os ativos da B2W Varejo também registraram fortes ganhos, liderando a ponta positiva do Ibovespa nesta quarta com alta de 16,30%, fechando a R$ 7,49. A varejista online reflete a possibilidade de uma OPA por parte de sua controladora, a Lojas Americanas.
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Agenda de indicadores
Por aqui, foram divulgados os números do fluxo cambial brasileiro, até a segunda semana de maio, que apontou saldo negativo de US$ 639 milhões, segundo dados do Banco Central. Já o IPC-S recuou novamente e aponta inflação de 0,55% na 2ª semana de maio.
Nos Estados Unidos, o destaque ficou por conta da produção industrial norte-americana, que avançou 1,1% em abril, resultado acima das projeções do mercado, de alta de 0,5%. No Reino Unido, o destaque ficou por conta da reunião do BoE, que sinalizou que economia do país leverá mais tempo para crescer.
Dólar termina estável
Após dia de forte volatilidade, o dólar comercial encerrou essa quarta-feira estável, valendo R$ 2,0015 na venda. No acumulado do mês de maio, o dólar acumula valorização de 4,95%, frente a alta de 4,42% registrada no mês passado. No ano, a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 7,11%.
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Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 8,24%, 0,06 ponto percentual abaixo do fechamento de terça-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,13%, a 131,80% do valor de face. Já o indicador de risco-País terminou em alta de 3 pontos-base nesta sessão, terminando aos 215 pontos.