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O Ibovespa interrompeu uma sequência de oito quedas ao terminar esta sexta-feira (18) com ganhos de 0,88%, terminando aos 54.513 pontos. Fortalecido pelo forte movimento das ações da Petrobras (PETR3, +3,02%, PETR4, +3,47%) e da Vale (VALE3, +2,37%, VALE5, +2,65%), o índice contrariou o movimento dos principais benchmarks acionários norte-americanos e europeus. O giro financeiro foi de R$ 8,95 bilhões.
O cenário de aversão ao risco foi elevado no exterior, após a agência de classificação de risco Moody’s cortar o rating de 16 bancos espanhóis na véspera. Líderes do G8 devem se reunir para discutir novas soluções para crise da Zona do Euro. Contudo, a forte sequência de quedas do índice, que não recuava oito pregões seguidos desde agosto e setembro de 2001, pode ter feito com que os investidores avaliassem o índice como “barato”, executando compras para fechar operações vendidas.
Destaque de ações
As ações da OGX Petróleo tiveram a maior alta da sessão, avançando 5,10% para os R$ 11,53. Outras duas empresas do megaempresário Eike Batista também estiveram perto da ponta positiva do índice – MMX Mineração e LLX Logística.
Na ponta negativa do Ibovespa, a queda de 7,04% da PDG Realty fez com que o papel, que já recua 44,68% no ano, liderasse as perdas do índice. Os papéis da Redecard terminaram em queda de 6,39%, terminando aos R$ 30,05.
IBC-Br desacelera
Na agenda doméstica o investidor acompanhou o IBC-Br, o sinalizador mensal do PIB divulgado pelo Banco Central. O resultado do indicador decepcionou as projeções dos analistas ao mostrar queda de 0,35% entre fevereiro e março – a expectativa era de um avanço de 0,49%.
Com isso, o mercado avalia que pode ser possível que o Copom reduza a taxa básica de juro em 0,75 ponto percentual na próxima reunião.
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Dólar a R$ 2,01
O dólar comercial encerrou o dia com valorização de 0,62%, aos R$ 2,0185. Desta forma, a moeda acumula ganhos de 1,41% na semana, sendo sua 6ª valorização semanal consecutiva. Com essa cotação, a divisa renovou a máxima obtida desde 22 de junho de 2009, quando alcançou R$ 2,023.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 7,75%, 0,02 ponto percentual abaixo do fechamento de quinta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,26%, a 131,16% do valor de face. Já o indicador de risco-País ficou estável nesta sessão, terminando aos 226 pontos.