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Ignorando as medidas governamentais para estimular a economia nacional da véspera e acelerando o ritmo negativo durante a tarde, o Ibovespa fechou em queda de 2,74% nesta terça-feira (22), terminando aos 55.038 pontos. O índice demonstrou correção dos ganhos da véspera, quando teve sua melhor sessão do ano, registrando alta de 3,81%. O giro financeiro foi de R$ 7,44 bilhões.
O sentimento foi de aversão ao risco. O governo reduziu sua projeção de avanço do PIB, embora a OCDE acredite que o fraco crescimento no Brasil está chegando ao fim. A produção industrial teve contração em abril, e as medidas para estimular o consumo não foram bem recebidas.
No noticiário externo, além da reunião da cúpula da União Europeia na quarta-feira, a agência de classificação Fitch cortou o rating japonês de AA para A+. Já o FMI pediu para que o Reino Unido tome medidas para impulsionar o crescimento de sua economia.
Destaque de ações
Imobiliárias tiveram destaque na ponta negativa do Ibovespa nesta terça-feira. As ações da PDG Realty recuaram 11,34% e fecharam a R$ 2,97, enquanto os papéis da Gafisa tiveram queda de 9,90%, aos R$ 2,64. Já os ativos da OGX Petróleo recuaram 9,40%, terminando a R$ 11,18.
Os papéis da Sabesp lideraram os ganhos desta sessão, com alta de 1,96% – terminando a R$ 71,22. Já os ativos da Transmissão Paulista avançaram 1,71% e fecharam R$ 63,50.
Agenda de indicadores
Na agenda econômica dos EUA, o Existing Home Sales mostrou que as vendas anualizadas registradas no período atingiram 4,62 milhões de casas, frente ao consenso das projeções do mercado de 4,65 milhões. Por aqui, o IBGE revelou o IPCA-15 de maio, que marcou inflação de 0,51%.
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Dólar avança em meio a intervenções
O dólar comercial ganhou forças no final do dia, encerrando o pregão com alta de 1,67%, cotado a R$ 2,0804 na venda. Com essa alta, a moeda norte-americana renovou máxima, registrando a maior cotação desde 15 de maio de 2009, quanto atingiu R$ 2,1090. Nesta sessão, o Banco Central atuou por duas vezes no mercado de câmbio por meio de leilões de swap cambial.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 8,36%, 0,13 ponto percentual acima do fechamento de segunda-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,52%, a 130,15% do valor de face. Já o indicador de risco-País registrou queda de 2 pontos-base nesta sessão, terminando aos 222 pontos.