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Depois de operar em alta pela manhã, o Ibovespa inverteu sinal e terminou esta terça-feira (29) em queda de 1,05%, aos 54.633 pontos. No primeiro dia de reunião do Copom, o benchmark fechou descolado dos principais índices acionários norte-americanos (Dow Jones, +1,01%; S&P 500, +1,11%) e europeus (DAX 30, +1,16%; FTSE 100, +0,65%). Vale lembrar que na véspera as bolsas dos EUA ficaram fechadas por conta do feriado nacional. O giro financeiro foi R$ 6,32 bilhões.
Embora as bolsas dos países desenvolvidos tenham uma boa sessão, ficou evidente o agravamento dos temores do mercado em relação a Espanha. Números mostraram que a vendas no varejo espanhol despencaram 9,8% em abril na comparação anual, enquanto o Banco Central do país acredita que a economia deverá encolher novos 0,3% no segundo trimestre.
Embora o primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, insista que o sistema financeiro não precise de ajuda, a agência de classificação de risco, Egan Jones, reduziu a nota de crédito espanhola para grau especulativo. Fora de sintonia com as principais bolsas do continente, o índice IBEX 35, da bolsa de Madri, teve queda de 2,35%.
Destaque de ações
Na ponta negativa do Ibovespa concentraram-se papéis do setor imobiliário. As ações da PDG Realty tiveram queda de 11,38% e fecharam a R$ 3,35, enquanto os ativos da Gafisa recuaram 6,34%. O banco norte-americano JP Morgan cortou suas recomendações para as empresas do setor.
As ações da Eletrobras (ELET3, -4,01%; ELET6, -2,57%) também recuaram forte. É válido lembrar que a estatal divulga resultados do 1º trimestre nesta terça, depois do pregão.
Já os papéis da Vale (VALE3, +1,68%, VALE5, +1,39%) ajudaram a suavizar a queda do Ibovespa, já que é a empresa com maior participação no índice.
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Indicadores
Na ausência de números no Brasil, o investidor acompanhou a agenda norte-americana nesta sessão. O S&P Case-Shiller Home Price apontou um resultado melhor que o esperado para os preços dos imóveis nos Estados Unidos em março, enquanto o Consumer Confidence do mês de maio, medido pela Conference Board, decepcionou os analistas.
Dólar
Após quatro dias em queda, o dólar encerrou a sessão dessa terça-feira com valorização de 0,16%, cotada aos R$ 1,9864 na venda. A divisa norte-americana engatou alta mais expressiva a partir do final da manhã, chegando a atingir R$ 1,9974, mas perdendo forças no final da sessão.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 7,98%, 0,09 ponto percentual abaixo do fechamento de segunda-feira.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,11%, a 129,87% do valor de face. Já o indicador de risco-País registrou alta de 1 pontos-base nesta sessão, terminando aos 229 pontos.