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Após três quedas consecutivas, o Ibovespa terminou a sessão no azul, ao registrar ganhos de 2,88% nesta quinta-feira (12), terminando aos 63.058 pontos. Esta foi a maior alta do índice desde 13 de março, quando avançou 3,03%. A forte alta das ações da Vale (VALE3, +6,35%; VALE5, +6,07%) colaboraram para esses ganhos, já que os papéis da empresa representam 12,24% do índice. O giro financeiro foi de R$ 8,18 bilhões.
O mercado se mostrou aliviado com o cenário espanhol, após uma missão da Comissão Europeia chegar a Madri para começar a avaliar a economia do país. Além disso, Mariano Rajoy,o primeiro-ministro do país, descartou a necessidade de um resgate financeiro na Espanha, afirmando que seu governo tem feito o necessário.
Essa não foi a única referência europeia que animou o mercado. A Produção Industrial da Zona do Euro avançou 0,5% em março, superando as expectativas de queda. Em contrapartida, a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, lembrou que embora medidas estejam sendo tomadas, os riscos para a economia mundial permanecem elevados.
Destaque de ações
Entre os papéis do Ibovespa, somente os da PDG Realty superaram os ganhos da Vale, com alta de 6,36%, para R$ 5,35. Por sua vez, os ativos ordinários da Usiminas recuaram 5,32%, alcançando o posto de maior queda do principal benchmark da bolsa. Os ativos da Cosan tiveram perdas de 3,28%, a segunda maior queda do Ibovespa.
Agenda norte-americana
Nos Estados Unidos, o destaque ficou por conta do déficit na balança comercial norte-americana, que em fevereiro ficou abaixo do teto estimado por analistas, marcando US$ 46 bilhões. Em contraposição estiveram os 380 mil novos pedidos auxílio-desemprego no país, acima da expectativa de 355 mil. Por fim, o índice de preços ao produtor apontou estabilidade durante o mês de março, inferior a alta de 0,3% projetada pelo mercado.
Dólar
O dólar comercial manteve-se no campo negativo durante toda sessão desta quinta-feira e encerrou o dia com desvalorização de 0,26%, cotado a R$ 1,8299 na venda.
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Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 8,69%, 0,02 pontos percentuais abaixo do fechamento de quarta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com alta de 0,03%, a 131,95% do valor de face. Já o indicador de risco-País terminou em queda de 8 pontos-base nesta sessão, terminando aos 178 pontos.