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Acompanhando a melhora do cenário internacional e com os indicadores do EUA acima do esperado, o Ibovespa teve alta de 0,70%, fechando aos 61.971 pontos no pregão dessa terça-feira (24). O mercado repercutiu os indicadores positivos norte-americanos, além da melhora do cenário europeu, apesar das incertezas políticas na Holanda e na França ainda estarem em pauta.
Nos EUA, o Federal Reserve começa nesta data uma reunião de dois dias para decidir sobre a política monetária. Entre os indicadores da sessão, o New Home Sales registrou a venda de 328 mil novas residências, acima da expectativa do mercado, enquanto o indicador de confiança do consumidor, o Consumer Confidence, indicou 69,2 pontos, perto da média das projeções. Por sua vez, os preços dos imóveis nos Estados Unidos recuaram 3,5% em fevereiro, na base de comparação anual, queda maior que a esperada pelo consenso do mercado, de 3,4%.
Cenário europeu segue em foco
Na cena europeia, o mercado reflete ainda as incertezas na Holanda e França. O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, que havia apresentado sua renúncia na véspera, teve a decisão aceita pela rainha Beatriz e comprometeu-se a liderar um governo provisório até as próximas eleições. Em meio à crise política, a Holanda vendeu € 2 bilhões em bônus com vencimento em julho de 2014 e janeiro de 2037, enquanto a estimativa do governo era para a venda de cerca de US$ 2,5 bilhões.
Já o Tesouro da Espanha colocou € 1,925 bilhão em dívida de curto prazo, com juros mais altos, sendo vendidos € 725 milhões em bônus com vencimento em três meses e € 1,2 bilhão em dívida para seis meses. Na Grécia, o presidente do Banco Central, George Provopoulos, afirmou que a economia do país deverá encolher mais do que o previsto em 2012, com retração de 5% na atividade neste ano.
Destaque de ações
O principal destaque positivo do Ibovespa ficou com o grupo Oi, cujas ações ordinárias (OIBR3) valorizaram 6,73%. Do lado negativo esteve as ações da ALL Logística (ALLL3), com queda de 2,31%, aos R$ 8,90.
Agenda doméstica
Na agenda nacional, o IPCA-15 do mês de abril mostrou variação positiva de 0,43% nos preços, indicando aceleração ante o mês anterior. Já em relação a abril de 2011, houve retração de 0,34 ponto percentual.
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Por sua vez, o IPC da terceira semana de abril, calculado pela Fipe, apontou variação dos preços de 0,37%. Em relação ao resultado da semana anterior, o índice marcou avanço de 0,13 ponto percentual. O resultado, porém, é 0,28 ponto percentual menor que o registrado no mesmo período de 2011.
Já o Banco Central divulgou que o balanço de pagamentos do Brasil registrou superávit de US$ 10,6 bilhão em março, número superior aos US$ 9,5 bilhões de março de 2011. Por sua vez, as transações correntes apresentaram déficit de US$ 3,3 bilhões no período.
O mercado também repercutiu o relatório do Ministério da Fazenda, que reiterou as projeções de crescimento do PIB nacional para 2012 e 2013, em 4,5% e 5,5%, respectivamente. Para 2014, a estimativa de crescimento econômico é de 6%, mantendo a projeção feita no documento anterior, enquanto a previsão média de crescimento no governo Dilma Rousseff (2011 a 2014) foi reduzida de 4,8% para 4,7%.
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Dólar
Após manter-se no campo negativo por quase todo o intraday, o dólar comercial ganhou forças no final da tarde, chegando a operar no campo positivo, mas voltou a cair e fechou com ligeira desvalorização de 0,02%, cotado a R$ 1,8823. Apesar do clima positivo no mercado, o que colabora para a desvalorização da moeda, uma nova intervenção do Banco Central no câmbio por meio de um leilão de compra de dólares no mercado à vista ajudou a puxar a cotação da divisa para cima.
Renda Fixa
As taxas dos contratos de juros futuros fecharam em queda nessa terça-feira. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 8,38%, 0,06 ponto percentual abaixo do fechamento de segunda-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, manteve-se estável, a 132,50% do valor de face.