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O Ibovespa abriu o pregão desta segunda-feira (30) em alta, recuou durante a tarde, em meio ao clima de pessimismo externo, mas amenizou as perdas ao final e fechou em alta de 0,21%, aos 61.820 pontos. O índice descolou dos mercados europeus e norte-americanos, nos quais preponderou a cautela após a Espanha entrar em recessão no primeiro trimestre deste ano e a atividade industrial na região norte-americana de Chicago ter desempenho pior que o esperado pelo mercado em abril.
Além disso, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s cortou o rating da Espanha e de 11 bancos espanhóis e colocou outros cinco sob revisão. Com isso, o principal benchmark brasileiro terminou o mês de abril em baixa de 4,17%. O giro financeiro foi de R$ 4,81 bilhões.
Referências externas
Nos Estados Unidos, embora o núcleo do índice de preços PCE tenha se mantido em 0,2% em março, conforme as projeções indicavam, a renda da população surpreendeu pelo lado positivo e avançou 0,4% no mês. Contudo, os gastos frustraram as expectativas, com uma desaceleração para 0,3%.
Na Europa o dia também foi de baixo volume financeiro por conta do feriado do Dia de Trabalho na terça-feira, quando a maioria dos mercados europeus não abre. Por lá, o governo de Portugal aprovou um plano estratégico de orçamento para os próximos quatro anos, que inclui limites nos gastos e, como já era esperado, a meta para o déficit orçamentário de 2013.
Destaque de ações
As ações da Copel lideraram os ganhos do índice, avançando 3,65%, para R$ 48,29. Os papéis da Cielo vieram logo em seguida na lista de maiores valorizações do dia, com alta de 2,69% e cotadas a R$ 57,20.
Por outro lado, as ações da B2W recuaram 3,10%, alcançando a pior posição do índice, cotadas a R$ 8,13. Na terceira maior baixa figuraram os papéis da Brasil Foods, que revelou um lucro líquido de R$ 153,2 milhões nos três primeiros meses de 2012, número 60% inferior ao reportado no mesmo período do ano passado, com a a perspectiva de um segundo trimestre ainda ruim.
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Agenda doméstica
A agenda doméstica de indicadores contou apenas com o Boletim Focus, que mostrou que a mediana das estimativas para o patamar da taxa Selic em maio seguiu em 9%. Por outro lado, as projeções para o comportamento da inflação oficial e para o PIB em 2012 e 2013 foram elevadas pelo mercado.
Dólar
Em um pregão com um noticiário econômico pouco movimentado, o dólar comercial manteve a trajetória de alta frente ao real nesta segunda-feira, registrando forte valorização de 1,08%, aos R$ 1,907. Com isso, a variação da moeda norte-americana frente à brasileira no mês de abril foi de 4,42%.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em rumos opostos, com baixa nos contratos mais curtos e alta nos vencimentos mais longos. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 8,29%, 0,03 ponto percentual acima do fechamento de sexta-feira.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em baixa de 0,06%, a 132,08% do valor de face. Já o indicador de risco-País terminou e, queda de 1 ponto-base nesta sessão, terminando aos 186 pontos.