Resumo Diário

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Em alta durante toda a sessão, o Ibovespa terminou esta quinta-feira com significativo avanço de 1,52%, chegando aos 66.809 pontos – maior patamar de fechamento alcançado desde 26 de abril de 2011, quando fechou a 67.144 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,521 bilhões.

O mercado mostrou-se otimista por conta de boatos de que a Alemanha poderia expandir o ESM. Além disso, os investidores também se mostraram esperançosos com a reunião dos ministros de Finanças do Eurogrupo, que se iniciou nesta data e vai até sexta-feira. Um dos principais pontos a serem tratados no encontro é o repasse urgente dos € 130 bilhões de ajuda à Grécia. 

A respeito dos gregos, a ISDA informou o mercado que as trocas planejadas dos atuais bônus do governo daquele país por outros com menor rendimento não caracteriza um “evento de crédito”. Isso superou o mau humor trazido com números do continente, após o desemprego na Zona do Euro atingir uma nova máxima e a contração da atividade industrial grega alcançar seu ponto mínimo. 

Mantega e Dilma
Por aqui, chamou a atenção a decisão anunciada pelo Banco Central, que estendeu de dois para três anos a alíquota do IOF de 6% cobrada sobre os empréstimos externos, para conter a entrada de dólares no País e conter a queda do dólar frente ao real. Essa medida pode ter sido apenas a primeira de muitas, já que o ministro da Fazenda Guido Mantega sinalizou a possibilidade de mais medidas para conter a depreciação do real.

Contudo, o ministro afirmou que não deverá aumentar tributos sobre investimentos no mercado de capitais – fato este que ajudou a manter o otimismo no mercado acionário. A extensão do IOF, de acordo com Mantega, desestimula a entrada de capital estrangeiro de curto prazo.

Mantega afirmou que uma taxa de câmbio na região dos R$ 1,80 seria bem melhor do que os R$ 1,50. A presidente do País, Dilma Rousseff, também discursou nessa sessão, criticando a políticas expansionistas dos países em crise e o excesso de liquidez que isso criou.

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Destaque de ações
Na ponta positiva do principal índice da bolsa brasileira estiveram as ações da JBS, que registraram forte avanço de 10,14% – fechando a R$ 8,04. Já a maior baixa do Ibovespa foi registrada pela B2W Varejo, que viu suas ações recuarem 4,27% aos R$ 10,53. Vale mencionar que a empresa divulgará seu resultado do quarto trimestre de 2011 nesta sessão após o fechamento do mercado.

Agenda de indicadores
A FGV divulgou o IPC-S referente à última semana de fevereiro, que apontou inflação de 0,24%. Ainda por aqui, o Ministério de Comércio Exterior reportou a balança comercial, mostrando um superávit de US$ 1,715 bilhão em fevereiro.

Nos Estados Unidos, o Personal Income, o Personal Spending, o ISM Index e o Construction Spending desapontaram as estimativas do mercado, enquanto o PCE, esteve em linha com as estimativas. Ainda por lá, destaque também para o Initial Claims, que registrou 351 mil pedidos de auxílio-desemprego, abaixo dos 355 mil esperados pelo mercado.

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Dólar
Perdendo forças durante a sessão, o dólar comercial voltou a se depreciar, terminando esta quinta-feira com queda de 0,47%, cotado a R$ 1,712 na venda, refletindo otimismo com a situação europeia. Isso ocorreu a despeito da extensão do IOF para empréstimos no exterior com duração de três meses – medida voltada para conter a apreciação do real frente ao dólar. 

Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em abril de 2012, registrou uma taxa de 9,88%, 0,04 ponto percentual abaixo do fechamento de quarta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com queda de 0,23%, a 132,99% do valor de face.

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Já o indicador de risco-País registrou queda de 3 pontos-base nessa sessão, aos 191 pontos.