Resumo Diário

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O Ibovespa sucumbiu ao clima negativo no exterior e fechou em queda de 1,21% nesta segunda-feira (5), aos 66.964 pontos, tendo operado no vermelho durante toda a sessão. O mercado não viu com bons olhos o anúncio da meta de crescimento da China em 7,5% para 2012, um patamar considerado baixo. Isso caracterizaria o menor crescimento do PIB desde 1990, quando a economia do gigante asiático avançou apenas 3,8%. O giro financeiro foi de R$ 6,09 milhões.

O índice contou com o mau desempenho de suas principais ações para registrar essa queda. A Vale viu ambas ações apresentarem forte queda, com a ordinária recuando 2,92%, enquanto a preferencial caiu 2,91%, em reflexo à perspectiva de queda da demanda chinesa. Já a Petrobras viu queda de 2,93% para as ações PETR3 e de 2,81% para PETR4. Juntas, essas quatro ações correspondem a quase 25% da composição da carteira teórica do Ibovespa.

Destaque de ações
A maior queda do Ibovespa foi registrada por outra mineradora, a MMX, que viu seus papéis recuarem 4,11% aos R$ 9,56, também impactados pela meta de crescimento chinesa. Já as units do Santander Brasil registraram queda de 3,75%. A maior alta do índice foi registrada pelas ações preferenciais da Usiminas, que registraram ganhos de 2,79%, terminando aos R$ 12,52. 

Referências econômicas
A Grécia voltou a ganhar repercussão. A economia do país teve seu rating cortado na noite de sexta-feira pela Moody’s, alcançando o menor patamar antes de um default. De acordo com a agência de classificação de risco, o país precisa realizar sua troca de dívida para evitar um default completo. Nesta sessão, o IIF anunciou que doze credores concordaram com a operação, em uma lista que inclui os grandes bancos da europa.

O front doméstico também contou com eventos econômicos, com o IPC-Fipe de fevereiro marcando deflação de 0,07%, enquanto Relatório Focus reduziu as projeções inflacionárias para o mês. Ainda no noticiário doméstico, chamou a atenção a afirmação da presidente Dilma Rousseff, voltando a criticar o excesso de liquidez provocado pelas políticas expansionistas dos países desenvolvidos.

Os indicadores norte-americanos também estiveram no radar. Tanto o Factory Orders quanto o ISM Services, superam as expectativas dos analistas. Na Zona Do Euro, o PMI de serviços registrou declínio mais acentuado que em fevereiro do que se esperava. Já o PMI da China, por sua vez, foi de 49,7 pontos em janeiro para 51,8 pontos no segundo mês do ano, seu maior patamar em quatro meses. Vale mencionar que patamares maiores do que 50 pontos indicam expansão, e menores, retração.

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Dólar na máxima desde janeiro
Após iniciar a sessão em queda, o dólar inverteu o sinal e voltou a fechar em alta, desta vez com apreciação de 0,24% – cotado a R$ 1,7367 na venda, maior patamar desde o dia 31 de janeiro, quando era cotada a R$ 1,7471. O clima negativo no mercado, as intervenções do Banco Central e a proximidade da reunião do Copom influenciaram no rumo da moeda nesta sessão.

Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam próximos da estabilidade nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 9,03%, 0,01 ponto percentual acima do fechamento de sexta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com queda de 0,05%, a 132,98% do valor de face.

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Já o indicador de risco-País ficou estável nessa sessão, aos 189 pontos.