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Em meio ao clima de forte aversão ao risco instaurado nas bolsas globais, o Ibovespa teve seu pior pregão de 2012 nesta terça-feira (6). O recuo de 2,76% visto no fechamento desta sessão foi o maior desde 3 de outubro de 2011, quando o índice caiu 2,93%, terminando esta sessão nos 65.114 pontos. O giro financeiro foi de R$ 7,23 bilhões.
A forte queda das principais blue chips da BM&F Bovespa colaborou para o forte declínio do benchmark nesta sessão. As duas ações da Vale recuaram mais de 4% – VALE5 caiu 4,45%, enquanto VALE3 teve queda de 4,84%. Já a Petrobras viu seus ativos ON caírem 3,80%, para R$ 23,75, enquanto os papéis PN tiveram desvalorização de 3,42%, para R$ 23,75. Juntas, essas quatro ações representam pouco mais de 23% da composição da carteira teórica do Ibovespa.
Europa e PIB pesam
O mercado reagiu negativamente ao recuo da economia da Zona do Euro no quarto trimestre de 2011. Além disso, a expectativa pela troca de títulos da Grécia para redução de sua dívida, cuja incerteza sobre um default colabora para o clima de aversão ao risco instaurado no mercado. O IIF estima perdas de US$ 1 trilhão com a possível moratória grega.
No front interno, o mercado reflete o desempenho do PIB, que teve expansão de 2,7% em 2011, levemente abaixo dos 2,8% estimados pelos analistas. O resultado foi fortemente impactado pela crise na Europa, afirmou a presidente Dilma Rousseff. Já Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, ressaltou a força da demanda da economia brasileira.
Os investidores também ficaram atentos à reunião do Copom, que deverá divulgar o novo patamar da taxa básica de juro nacional na próxima quarta-feira (7). É quase um consenso de que haverá um novo corte na Selic, atualmente em 10,50% ao ano. A expectativa, no entanto, fica em torno do tamanho dessa diminuição.
Obama quer estimular economia
Nesta sessão, o mercado também conheceu planos do presidente norte-americano, Barack Obama, de estimular a economia norte-americana. O presidente democrata deve reduzir taxas de hipotecas para três milhões de norte-americanos, além de tentar conter avanço dos preços de gasolina para preservar o consumo.
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Destaque de ações
A MMX registrou a maior queda do índice nessa sessão, com desvalorização de 5,86% – aos R$ 9,00. Assim como a Vale, a empresa também reflete perspectivas mais negativas em relação à demanda global de minério de ferro, em especial da China, principal consumidora da commodity. Apenas quatro ações registraram alta nessa sessão. Os papéis da CCR lideraram os ganhos com uma alta de 2,71%, terminando aos R$ 14,00.
Dólar na máxima desde 18 de janeiro
Em forte alta durante toda a sessão, o dólar comercial fechou em alta de 1,57%, terminando cotado a R$ 1,764 na venda, alcançando sua máxima desde o dia 18 de janeiro, quando fechou a R$ 1,767. Foi a terceira sessão consecutiva de valorização da moeda, algo que não ocorria desde a última semana de dezembro. Além disso, o avanço visto nesta terça-feira foi o mais forte desde 12 de dezembro de 2011.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 8,99%, 0,01 ponto percentual abaixo do fechamento de segunda-feira.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com queda de 0,01%, a 132,97% do valor de face.
Já o indicador de risco-País teve alta de 10 pontos-base nessa sessão, terminando aos 199 pontos.