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Descolado do exterior, o Ibovespa registrou queda de 0,74% nesta quinta-feira (15), terminando aos 67.749 pontos. O benchmark continuou a realização iniciada na véspera e não acompanhou a alta de importantes índices norte-americanos (Dow Jones, +0,44%, S&P 500, +0,59%) e europeus (DAX 30, +0,92%, CAC 40, +0,44%). O giro financeiro foi de R$ 7,08 bilhões.
A expressiva queda dos ativos da Petrobras (PETR3, -2,60%; PETR4, -2,46%) colaborou para desempenho negativo do índice. A petrolífera representa cerca de 10,84% do Ibovespa. Por sua vez, os papéis da Vale (VALE3, +0,95%; VALE5, +0,85%), com peso de 12,24% nos papéis do índice, amenizaram parte da queda das ações da estatal. Esses ativos se encontram bastante voláteis por conta do vencimento de opções de março, que será realizado na próxima segunda-feira (19).
Referências mistas na Europa
Na Europa, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s manteve a nota de crédito CCC, ou default seletivo, para a Grécia, mesmo após o acordo da troca da dívida. Ainda no país, o conselho executivo do FMI aprovou um novo pacote de financiamento, no valor de € 28 bilhões.
Já a Ucrânia anunciou sua a intenção de adiar o pagamento do empréstimo de US$ 3 bilhões feito junto ao FMI em 2008. Na esteira do anúncio, a Standard & Poor’s colocou o rating de longo prazo do país em perspectiva negativa, citando a falta de progresso nas negociações com a instituição.
Destaque de ações
A maior queda do índice foi registrada pelas ações da Klabin, que recuaram 4,97%, cotadas em R$ 9,18. As ações da Marfrig também chamaram a atenção, com queda de 3,44%, após o cancelamento de uma parceria com a Júlio Simões.
Já as ações da GOL registraram a maior alta desta sessão dentre os papéis do Ibovespa. Os ativos da companhia aérea subiram 2,99% e fecharam cotados a R$ 15,15.
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Agenda positiva nos EUA
Nos Estados Unidos, o Initial Claims apontou menos pedidos de auxílio-desemprego do que eram estimados. O indicador da atividade industrial na região de Nova York também superou estimativas, enquanto este mesmo indicador na Filadélfia veio em linha com o esperado. Já o índice de preços ao produtor avançou 0,4% durante o mês de fevereiro e a demanda por treasuries foi bastante forte.
Por aqui, o Banco Central revelou na ata do Copom, que sinalizou que a taxa de juro básica nacional deve continuar caindo. Já a FGV divulgou o IGP-10 do mês de março, que apontou inflação de 0,27%.
Dólar
Mesmo com o clima instável no mercado brasileiro e com as duas compras de dólares anunciadas pelo Banco Central, o dólar comercial não conseguiu se manter no campo positivo e fechou com leve queda de 0,17%, cotado a R$ 1,804 na venda. Apesar disso, o dólar acumula valorização de 4,88% em março, frente à baixa de 1,55% registrada no mês passado. No ano, a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 3,45%.
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Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em alta nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 9,56%, 0,17 ponto percentual acima do fechamento de quarta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com queda de 0,08%, a 132,29% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve queda de 1 pontos-base nessa sessão, terminando aos 164 pontos.