Resumo Diário

...

Publicidade

Destoando dos ganhos em Wall Street, o Ibovespa encerrou a sessão desta quinta-feira em queda de 1,07%, a 69.652 pontos. A performance do índice foi influenciada pela queda de algumas das principais blue chips da bolsa. O volume financeiro ficou em R$ 7,33 bilhões.

No campo doméstico, os investidores repercutiram a decisão do Copom, que optou por manter a taxa básica de juro em 10,75% ao ano, algo já esperado pelo mercado, assim como o resultado da Natura, que no geral veio em linha com as expectativas.

Blue chips em queda
As siderúrgicas deram continuidade ao movimento de queda da véspera e ficaram na ponta negativa do Ibovespa mais uma vez. As baixas refletem a má recepção do mercado a dados do setor divulgados na última quarta-feira. Também fecharam no campo negativo as ações da Vale e da BM&F Bovespa, que pressionaram ainda mais o Ibovespa.

Mas a ponta negativa do índice foi ocupada mesmo pelas ações da Eletrobras e Petrobras, influenciadas pela divulgação da mais recente pesquisa de intenção de voto Vox Populli, que mostrou uma queda na pontuação auferida pelo candidato do PSDB à presidência da República, José Serra

Na outra ponta do Ibovespa, as ações da Fibria lideraram os ganhos, impulsionadas pelos números surpreendentes do mercado de celulose mundial. Também entre os principais ganhos do dia, as ações da Natura repercutiram os resultados corporativos divulgados na véspera. 

Agenda
No front doméstico, o Ministério da Fazenda publicou nesta quinta-feira o relatório bimestral “Economia Brasileira em Perspectiva”, qual estima crescimento de 7,5% neste ano e inflação de 5,1%. No último relatório, publicado em agosto, esperava-se expansão de 6,5%.

Continua depois da publicidade

Além disso, o CMN publicou resolução proibindo as instituições financeiras autorizadas pelo BC a realizarem aluguel, troca ou empréstimo de títulos, valores mobiliários e ouro como ativo financeiro a investidores estrangeiros que pretendam utilizar os recursos obtidos com operações nos mercados de derivativos. A medida tem como objetivo fechar brechas pelas quais investidores externos poderiam escapar da cobrança de 6% de IOF.

Na agenda, a taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País em setembro foi a menor desde o ano de 2002, início da série histórica do IBGE. O nível de desocupação recuou 0,5 ponto percentual frente a agosto, para 6,2%, e 1,5 p.p. frente ao mesmo período do ano passado.

Referências externas
Lá fora, o número de pedidos de auxílio-desemprego reportados nos EUA na última semana veio melhor do que esperava o mercado. O Initial Claims registrou um total de 452 mil novos pedidos no período, melhor que o esperado pelos analistas, cujas projeções giravam em torno de 455 mil.

Continua depois da publicidade

O mercado recebeu ainda dados da produção industrial na Filadélfia, que ficaram abaixo das estimativas do mercado, apesar de mostrar melhora na passagem mensal. Por fim, o Leading Indicators, que resume alguns dos principais indicadores da economia norte-americana, registrou variação positiva, em linha com as projeções.

Também no exterior, na noite passada o governo chinês anunciou dados econômicos relevantes sobre o desempenho do país. Em primeiro lugar, destaque ao PIB do terceiro trimestre, que cresceu 9,6%. Apesar de ter sido melhor do que o esperado pelo mercado, o indicador registrou desaceleração na passagem. Na sequência, foi divulgada inflação de 3,6%, superior à variação medida em agosto.

Discursos
Nesta quinta-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ter conversado com o secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, sobre a forte desvalorização do dólar frente as principais moedas do mundo. Segundo Mantega, Geithner afirmou que a política econômica dos EUA não é de desvalorizar a sua moeda, mas sim fortalecê-la. Sobre o juro baixíssimo empregado no país, ao contrário do visto no Brasil, Geithner afirmou que a política do Fed está sendo superestimada.

Continua depois da publicidade

Além disso, Mantega garantiu que Brasil e Estados Unidos pressionarão para que os líderes políticos reunidos no G-20 discutam uma solução para conter a desvalorização do dólar. “Nós vamos fazer força, nós dois, para colocar a questão no âmbito do G-20, de modo que as soluções para a questão do câmbio sejam negociadas, e não individuais, para cada país”, afirmou.

Já a vice-presidente do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe, Pamela Cox, afirmou que é preciso uma coordenação global para resolver a questão do câmbio e que a pressão em moedas emergentes continuará até que o atual desequilíbrio econômico global seja resolvido.

Dólar
O dólar comercial encerrou esta quinta-feira em alta de 1,61%, cotado a R$ 1,702 na venda, influenciado pelas novas medidas do CMN para conter a valorização do real frente a moeda norte-americana.

Continua depois da publicidade

O BC manteve sua rotina de atuações diárias no mercado à vista e realizou dois leilões de compra de dólares. No primeiro, entre 12h05 e 12h10, foi imposta taxa de corte em R$ 1,6865, enquanto no segundo leilão, por volta de 15h30, a autoridade comprou dólares com taxa de corte em R$ 1,6978.

Renda Fixa
O mercado de juros futuros encerrou em alta no longo prazo. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2012, fechou com taxa de 11,33%, alta de 0,06 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,06% em 139,84% do valor de face.

O risco-País registrou variação negativa de dois pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 184 pontos.