Resumo Diário

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Em seu quarto pregão consecutivo de perdas, o Ibovespa fechou em queda de 0,56% nesta sexta-feira (30), terminando aos 64.510 pontos – renovando a mínima de 10 de fevereiro, quando fechou a 63.997 pontos. Contudo, o índice terminou o primeiro trimestre de 2012 com alta de 13,64% – a maior alta entre os meses de janeiro e março desde 1999, quando o avanço foi de 57,67%.

O índice também não registrava um trimestre tão positivo desde o 3º trimestre de 2010, quando os ganhos foram de 13,94%. Nesta sessão, o benchmark nacional terminou bastante descolado dos principais índices norte-americanas, o Dow Jones (+0,50%) e o S&P 500 (+0,37%), e Europeus, como o FTSE 100 (+0,46%) e o DAX 30 (+1,04%). O giro financeiro foi de R$ 7,80 bilhões.

Europa traz otimismo
Os mercados externos mostraram bom humor após os ministros de finanças da Zona do Euro concordarem em ampliar o teto dos fundos de resgate, atualmente em € 500 bilhões, para € 700 bilhões. Já o governo espanhol anunciou corte de € 27 bilhões no orçamento de 2012. Por outro lado, Lucas Papademos, primeiro ministro da Grécia, afirmou que o país pode vir a precisar de mais ajuda financeira, ajudando a elevar temores em relação ao país.

Destaque de ações
Na ponta negativa do índice estiveram os ativos da Dasa, que fecharam em queda de 4,43% – aos R$ 14,01. Já os papéis da Gafisa terminaram com queda de 3,59%. As ações da construtora também lideraram as perdas semanais do benchmark, com recuo de 10,42%. 

Entre as maiores altas aparecem os papéis da Duratex, que avançaram 4,16% – terminando aos R$ 11,51. Eles foram seguidos pelas ações da BR Malls, que terminaram com ganhos de 3,61%, aos R$ 23,79. 

Agenda econômica
Na agenda econômica norte-americana, o núcleo do PCE veio em linha com o esperado pelo mercado, enquanto o Chicago PMI veio abaixo às projeções do mercado. Já o Michigan Sentiment de março superou as expectativas.

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Por aqui, o Índice de Confiança da Indústria registrou alta de 0,5% em março de 2012 sobre o mês anterior, ainda abaixo da média histórica desde 2003, de 103,8 pontos. Por sua vez, o IPP da indústria de transformação apontou variação negativa de 0,38% em fevereiro. Já o Banco Central divulgou que o superávit primário teve saldo recorde de R$ 9,5 bilhões em fevereiro.

Dólar
O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (30) em queda de 0,05%, cotado a R$ 1,8262 na venda. Desta forma, a divisa norte-americana chega a sua segunda queda consecutiva e encerra a semana com valorização de 0,88%. No mês, houve alta de 6,17%, enquanto no trimestre a moeda teve recuo de 2,3%.

Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam quase estáveis nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 9,53%, 0,02 ponto percentual acima do fechamento de quinta-feira.

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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com alta de 0,08%, a 131,97% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve queda de 5 ponto-base nessa sessão, terminando aos 176 pontos.