Resumo Diário

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O Ibovespa fechou em forte queda de 2,34% nesta sexta-feira (10), terminando aos 63.997 pontos, sua perda diária mais acentuada desde o dia 28 de dezembro de 2011 – quando o benchmark recuou 2,38%. Assim, o índice termina o período de 6 a 10 de fevereiro com queda de 1,87%, a primeira semana no negativo no ano de 2012.

Boa parte do movimento do índice pode ser explicado pela forte queda dos papéis da Petrobras, após a divulgação de resultados piores que o esperado. Os papéis ordinários da petrolífera terminaram em expressiva queda de 8,28%, aos R$ 25,25, enquanto os preferenciais recuaram 7,84% – aos R$ 23,50 – juntos eles representam 11,09% do índice. O giro financeiro foi de R$ 9,025 bilhões.

Mau humor na Europa
Se os resultados da petrolífera ajudaram a pressionar o índice, no front externo o dia também foi de mau humor, principalmente em função da instabilidade econômica que toma conta da cena europeia, especialmente na Grécia. Por lá, os principais partidos políticos da Grécia acordaram sobre um novo plano de austeridade, o qual foi considerado insuficiente pelos credores internacionais. Um dos partidos da coalizão, o LAOS, optou por não aceitar novas medidas, levando à renúncia de quatro ministros.

Ainda na Europa, o parlamento alemão começa a votar a aprovação do segundo pacote de austeridade à Grécia. Por fim, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s cortou o rating de 34 bancos italianos, entre eles o Unicredit e o Intesa Sanpaolo, os maiores do país, perto do final das negociações.

Destaque de ações
Na ponta negativa do Ibovespa, estiveram os papéis das siderúrgicas, logo atrás da Petrobras. A Usiminas viu as ações preferenciais recuarem 4,44%, aos R$ 11,85, enquanto as ordinárias cairam 4,42%, aos R$ 16,20. A Gerdau foi a 5ª maior queda, recuando 4,09% aos R$ 17,60. 

As ações defensivas lideraram os ganhos no Ibovespa, com Eletrobras, Cesp e Cemig. A exceção foi a JBS, que viu suas ações avançarem 2,00%, aos R$ 7,13 – respondendo a possibilidade de abertura de capital da Vigor. 

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Outras referências
Por aqui, o Banco Central anunciou ajustes técnicos nas regras dos depósitos compulsórios sobre recursos a prazo. As mudanças se referem às regras, anunciadas em dezembro, quando a instituição havia definido um cronograma para reduzir o percentual desses depósitos, que são remunerados pela Selic. 

Na agenda desta sexta-feira, a FGV anunciou a primeira prévia de fevereiro do IGP-M, que marcou deflação de 0,10%. O IBGE apresentou o IPCA do mês de janeiro, que apontou inflaçao de 0,56%. Também saiu o INPC, com inflaçao de 0,51%.

Já na agenda norte-americana, destaque para a divulgação do indicador de déficit na balança comercial norte-americana em dezembro, que registrou US$ 48,8 bilhões, frente às projeções de analistas de US$ 48,2 bilhões. Também por lá, a preliminar do Michigan Sentiment, índice que mede a confiança dos consumidores na economia norte-americana, ficou abaixo do esperado, ao atingir 72,5 pontos. Já o Treasury Budget mostrou um déficit do orçamento governamental em US$ 27,4 bilhões, abaixo do que se esperava.

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Dólar
O dólar comercial terminou em alta de 0,31% nesta sexta-feira, terminando a semana a R$ 1,7266 na venda. Assim, a moeda norte-americana termina o período entre 6 e 10 de fevereiro com ganhos de 0,55% – sua primeira sequência de cinco pregões positivos no ano, terminando com as cinco semanas consecutivas no vermelho.

Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 9,29%, 0,03 ponto percentual abaixo do fechamento de quinta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,06% a 133,00% do valor de face.

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Já o indicador de risco-País registrou alta de 4 pontos-base nessa sessão, aos 199 pontos