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Após operar toda a manhã em queda, o Ibovespa terminou esta quinta-feira (16) em alta de 1,18%, aos 66.141 pontos, seu maior fechamento desde 27 de abril de 2011 – quando o índice atingiu os 66.264 pontos. Mesmo com um começo de dia apreensivo nos mercados, o índice ganhou força após a Espanha vender mais títulos de dívida do que era esperado. Os indicadores positivos na agenda norte-americana também ajudaram a levar os investidores às compras na bolsa brasileira.
É válido destacar a alta consistente das ações da segunda empresa mais relevante no Ibovespa: a Petrobras. As ações ordinárias avançaram 3,32% e terminaram cotadas a R$ 25,49, enquanto as preferenciais tiveram alta de 3,38% e fecharam a R$ 23,88. Juntos, os dois papéis representam 10,22% do peso do Ibovespa. O giro financeiro da sessão foi de R$ 8,39 bilhões.
Destaque de ações
Na ponta positiva do índice estiveram os papéis da Cielo, que avançaram 6,24% – terminando cotados a R$ 59,90. Eles foram seguidos pelos ativos da TIM Participações, que avançaram 4,07%, terminando cotados a R$ 9,97. Já a maior baixa foi registrada pela B2W Varejo, que recuou 3,92%, fechando aos R$ 11,26. Por sua vez, as ações da JBS tiveram queda de 3,07%, terminando aos R$ 7,25.
Cautela no início da sessão
O mercado operava com cautela após a agência de classificação de risco Moody’s alterar as notas de crédito de 114 instituições financeiras de 16 países europeus. Deste total, 109 bancos tiveram a perspectiva dos ratings da dívida de longo prazo revista para negativa, o que indica que poderão surgir cortes nas notações financeiras.
A agência também revelou a mesma ação para outros grandes bancos mundiais, como os norte-americanos Bank of America Merrill Lynch, Citigroup, Goldman Sachs, JPMorgan Chase e Morgan Stanley. Além disso, no continente, os bancos centrais europeus fizeram uma troca de € 50 bilhões em bônus gregos.
Agenda econômica
Na agenda de indicadores desta quinta-feira, a Fipe revelou o IPC-Fipe que apontou taxa de 0,24% na segunda semana de fevereiro. A FGV divulgou o IPC-S do mesmo período, que apontou inflação de 0,30%. Por sua vez, o IBC-Br apontou avanço de 2,72% em 2011.
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Nos EUA, a agenda bastante movimentada trouxe bons resultados. O Housing Starts, índice que aponta o número de casas que começam a ser construídas, registrou 699 mil casas no resultado anualizado de janeiro, acima dos 671 mil imóveis esperados. Por outro lado, o Building Permits, que mostra o número de autorizações para a construção de imóveis, computou menos permissões do que se esperava no mesmo mês.
O Departamento de Trabalho reportou o PPI, que registrou alta de 0,1%, enquanto em dezembro havia registrado queda de 0,1%. O mercado esperava taxa positiva de 0,3%. Já o Core PPI, que é calculado sem os preços de alimentação, mostrou avanço de 0,4%, acima da alta de 0,2% estimada pelo mercado.
No mercado de trabalho, o Initial Claims registrou um total de 348 mil pedidos de auxílio desemprego, enquanto a média de projeções do portal norte-americano Briefing esperava 365 mil. Por fim, o Fed divulgou o Philadelphia Fed Index, de atividade industrial, que superou levemente as projeções de mercado e terminou em 10,2 pontos positivos em fevereiro.
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Dólar comercial
Após operar toda a manhã em alta, o dólar comercial inverteu o sinal na parte da tarde e fechou em queda de 0,25%, aos R$ 1,7189 na venda. Com esta baixa, o dólar acumula desvalorização de 1,61% em fevereiro, frente ao recuo de 6,50% registrado no mês passado. No ano, a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 8,01%.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 9,22%, 0,05 ponto percentual abaixo do fechamento de quarta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,16% a 132,84% do valor de face.
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Já o indicador de risco-País registrou queda de 5 pontos-base nessa sessão, aos 200 pontos.