Resumo Diário

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Perdendo as forças nos minutos finais de negociação, o Ibovespa terminou esta terça-feira (28) com alta de 1,10%, terminando aos 65.958 pontos. O índice operou em alta durante todo o intraday, chegando a apontar valorização de 1,40% na sua máxima do dia (66.152 pontos). O giro financeiro desta sessão foi de R$ 6,857 bilhões. 

No front interno, ganhou repercussão o discurso do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, dizendo que a autoridade monetária seguirá adquirindo dólares e elevando as reservas internacionais brasileiras. O presidente da instituição também destacou que o País está crescendo abaixo do ritmo potencial e que a inflação deve ser menor em 2012 do que em 2011.

Europa em foco
O mercado reflete uma melhoria significativa no cenário europeu, que colabora para a tomada de risco. A Irlanda voltou a chamar a atenção após o FMI liberar 5ª parcela do pacote de ajuda ao país e ela anunciar um referendo sobre participação em pacto orçamentário europeu. Portugal também passou em avaliação da Troika – organização formada por FMI, União Europeia e BCE – e recebeu uma nova parcela de resgate.

Ainda no velho continente, o indicador de confiança do consumidor alemão avançou para 6,0 pontos, atingindo sua máxima em um ano. Por outro lado, o BCE suspendeu temporariamente a elegibilidade dos bônus gregos para uso como garantia em suas operações de financiamento, após a Standard & Poor’s cortar os ratings de longo prazo da Grécia para “default seletivo” na véspera.

Destaque de ações
As ações da Vanguarda Agro registraram a maior alta no Ibovespa, com ganhos de 7,32% aos R$ 0,44. Já os papéis da GOL registraram alta de 5,78% e terminaram aos R$ 15,19. O índice chegou a ser liderado pela Braskem, que avançou seguindo uma possível mudança na estrutura organizacional. 

A maior queda do Ibovespa foi registrada pelas ações da OGX Petróleo que recuaram 3,11% e fecharam aos R$ 17,15, amenizando o movimento positivo do Ibovespa, tendo em vista a forte participação da petrolífera na composição da carteira teórica do índice. 

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Indicadores
Na agenda doméstica desta terça-feira, o Banco Central divulgou a Nota de Política Monetária e Operações de Crédito de janeiro, mostrando que o volume total de crédito do sistema financeiro nacional, contemplados os recursos livres e direcionados, atingiu R$ 2,027 trilhões, registrando registrando queda de 0,2% no mês.

Nos EUA, o Durable Good Orders que apontou recuo de 4,0% durante o mês, número muito abaixo do projetado pelo mercado, que esperava 1,4% de queda. Quem também caiu mais do que o previsto foi o S&P/Case-Shiller Home Price, com recuo de 4,0% em dezembro. Por outro lado, o Consumer Confidence indicou 70,8 pontos no mês, bem acima dos 62,5 pontos estimados pelos analistas.

Dólar
Em seu terceiro dia seguido de queda, o dólar comercial terminou esta terça-feira cotado na venda a R$ 1,699, seu menor patamar desde 28 de outubro de 2011, quando fechou a R$ 1,6844. Além do clima positivo no mercado, a intensificação das captações externas realizadas por empresas brasileiras também pressionam a cotação da moeda norte-americana.

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Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 9,26%, 0,06 ponto percentual abaixo do fechamento de segunda-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,23% a 133,30% do valor de face.

Já o indicador de risco-País registrou queda de 5 pontos-base nessa sessão, aos 199 pontos.