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Puxado pela forte valorização dos ativos da Petrobras, o Ibovespa encerrou o pregão desta terça-feira (26) em alta de 1,67%, a 70.740 pontos. O volume financeiro do dia chegou a R$ 7,03 bilhões. O movimentado noticiário econômico interno e externo ajudou a guiar o movimento das bolsas na sessão, que terminou levemente no campo positivo em Wall Street e com perdas na Europa.
Por aqui, as ações da Eletrobras e da Petrobras fecharam no topo do ranking das maiores valorizações do Ibovespa. Segundo Julio Hegedus, economista chefe da Interbolsa, o movimento sente influência da pesquisa mais recente da DataFolha, que será divulgada nesta noite, que deverá indicar que a distância entre Dilma e Serra recuou de 12 pontos para algo entre 5 e 6 pontos.
Do outro lado do mercado, as siderúrgicas fecharam em queda após a Arcelor Mittal e a unidade de Pittsburgh da US Steel advertirem que a demanda de aço está se desacelerando, com um aumento de custos e queda dos preços. Ademais, a US Steel reportou uma perda de US$ 1,25 por ação, excluindo alguns itens. Analistas consultados pela Bloomberg projetavam lucros de US$ 0,23. As ações de varejo também fecharam em baixa nesta sessão, liderando a ponta vendedora do Ibovespa.
Agenda
O IPC-Fipe apontou inflação de 1,03% na terceira quadrissemana de outubro, taxa 0,68 ponto percentual acima da variação apontada no mesmo período de setembro.
Outro dado de peso na sessão foi a Nota de Política Monetária do Banco Central, que apontou volume de crédito de R$ 1,060 trilhão em setembro deste ano. Esse montante representa avanço de 1,8% em relação ao apurado no mês anterior e 15,08% na comparação com igual período do ano passado.
A confiança do consumidor norte-americano, medida pela Conference Board, ficou acima do esperado no mês de outubro. O Consumer Confidence indicou 50,2 pontos no mês, enquanto as expectativas indicavam 49,0 pontos. Na comparação com o mês de setembro também houve alta.
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Ainda dos EUA, a S&P divulgou que os preços dos imóveis norte-americanos subiram 1,70% em agosto na base de comparação anual. O avanço no indicador foi menor do que as expectativas de mercado, que giravam em torno de 2,1% para o período, e do que a última medição, que apontou uma alta de 3,18%.
Discursos
O presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles, afirmou que o governo está tomando todas as medidas necessárias para evitar uma bolha cambial. Na visão dele, o mercado está digerindo as restrições adotadas recentemente, e, portanto, “nós temos que esperar um pouco o efeito dessas medidas para esperar o mercado se estabilizar”, afirmou Meirelles em Nova York.
Perguntado sobre a possibilidade do Federal Reserve anunciar novas medidas de estímulos na próxima semana, quando ocorrerá reunião do Fomc, o presidente do BC disse acreditar que o mercado já antecipou o evento e espera pelas consequências no mercado brasileiro.
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Dólar
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7040 na compra e R$ 1,7060 na venda, alta de 0,29% em relação ao fechamento anterior. Com esta alta, o dólar acumula valorização de 0,83% em outubro, frente à baixa de 3,70% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 2,02%.
A autoridade monetária brasileira realizou dois leilões de compra de dólares. O primeiro, por volta de 11h20, contou com uma taxa de corte em R$ 1,7041. O segundo, entre 15h35 e 15h40, teve taxa aceita em R$ 1,7055.
Renda Fixa
O mercado de juros futuros encerrou em queda. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2012, fechou com taxa de 11,35%, baixa de 0,03 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,21% em 140,05% do valor de face.
O risco-País registrou variação negativa de três pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 173 pontos.