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O Ibovespa fechou em forte alta de 1,89% nesta segunda-feira (2), aos 57.829 pontos, após ganhar forças perto do final da sessão. Sem grandes referências econômicas no dia, o índice encontrou apoio nos indicadores chineses e europeus – que superaram as expectativas e trouxeram bom humor ao mercado. O giro financeiro foi de R$ 3,87 bilhões.
Os investirores estiveram atentos para a divulgação da sondagem industrial e a sondagem de serviços PMI de dezembro na China, interrompendo a tendência de queda dos últimos meses e terminando o último mês de 2011 em ligeira recuperação. O índice, em uma leitura preliminar da atividade manufatureira do país, subiu para 50,3 pontos em dezembro, indicando uma tendência de desaceleração estável para o crescimento econômico do país.
Já na Europa, a atenção ficou com o PMI da Alemanha, que passou de 47,9 para 48,4 entre novembro e dezembro. O indicador final superou as estimativas dos analistas e a leitura prévia, ambos de 48,1.
Enquanto isso, na agenda doméstica, o IPC-S, calculado pela FGV, apontou alta de 0,79% em dezembro e fechou o ano com inflação de 6,36%.
Destaque de ações
As ações das imobiliárias – Gafisa, Brookfield, Rossi e MRV Engenharia – foram maioria entre as cinco altas mais significativas do Ibovespa no pregão – recuperando parte da forte queda no mês de dezembro. As ações da petroquímica Braskem, controlada pela também imobiliária Odebrecht, completaram a ponta positiva do índice.
Já entre as maiores baixas, destaque para papéis da JBS e Klabin, que estiveram entre as maiores altas do mês de dezembro.
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Europa
Na Europa, o destaque ficou por conta do governo espanhol, que alertou na última sexta-feira que o déficit orçamentário do país em 2011 deve ultrapassar as estimativas iniciais, de 6%. O novo índice seria de 2 pontos percentuais superior, de 8%. Isso não parece ter assustado os investidores, animados com a agenda da sessão.
Também chamou a atenção o fato de que França e Alemanha disputam cargo de economista-chefe do BCE, fator que pode dar uma nova cara às tentativas de resolução da crise no continente. O indicado francês, Benoit Coeure, já demonstrou ser favorável à compra de títulos públicos, no caso de uma “deterioração em termos de transmissão de política monetária”. Enquanto isso, os alemães são, historicamente, contra medidas desse tipo – por enfraquecerem a moeda.
Dólar
O dólar comercial, que iniciou a primeira sessão do ano em queda, fechou essa segunda-feira (2) com leve alta de 0,05%, aos R$ 1,8694 na venda. Embora tenha iniciado sua trajetória em queda, a moeda operou boa parte da sessão em alta, indicando um maior temor do mercado em relação ao andamento da crise da dívida na Europa.
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Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em fevereiro de 2012, registrou uma taxa de 10,69%, com estabilidade em relação ao fechamento de quinta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,08%, a 132,15% do valor de face.
Já o indicador de risco-País registrou alta de 15 pontos-base nessa sessão, aos 223 pontos.