Resumo Diário

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Com os rumores cada vez mais evidentes de que várias economias da Zona do Euro, em especial a França, terá o rating cortado pela Standard & Poor’s, o Ibovespa consolidou uma trajetória negativa na parte da tarde e fechou esta sexta-feira 13 em queda de 1,29%, aos 59.146 pontos. O giro financeiro das ações negociadas na bolsa foi de R$ 6,584 bilhões. Apesar desse recuo, o índice de ações alcançou sua segunda alta semanal consecutiva, com ganhos de 0,93%. Em 2012, a alta acumulada já chega a 4,21%.

O rebaixamento francês pode elevar os custos da emissão de € 1,5 bilhão em bônus de seis meses pretendida pelo EFSF, de acordo com informações do Bundesbank, citadas por diversos veículos de imprensa internacional nesta sexta-feira. O próprio presidente francês, Nicolas Sarkozy, confimou que a nota AAA do país deverá ser perdida. Outros países, como Itália, Eslováquia e Áustria, também deverão ver seus ratings serem rebaixados pela S&P.

Ainda na Europa, o governo grego e seus credores internacionais continuarão na próxima semana as negociações sobre um acordo de participação voluntária do setor privado num novo pacote de ajuda ao país.

Destaque de ações
Entre as maiores quedas da sessão, destaque para as imobiliárias, que viram as ações da MRV Engenharia, Rossi Residencial, Gafisa e Cyrela liderarem as perdas – todas com perdas acima de 5,0%. 

Já entre as maiores altas, destaque para os papéis da Brasil Foods, que avançaram 1,45% aos R$ 35,00. As ações da Redecard foram a segunda maior valorização, com alta de 1,14% na sessão. 

Agenda de indicadores
Números mistos na agenda de indicadores norte-americanos. Enquanto a balança comercial de novembro dos EUA, decepcionou os investidores, a confiança do consumidor no mês de janeiro, medida pela Universidade de Michigan esteve acima do que era esperado. Por fim, os preços de importados e exportados tiveram rumos opostos em dezembro. 

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Também ganhou repercussão as reservas internacionais da China, que recuaram US$ 20,6 bilhões durante os três últimos meses e fecharam 2011 em US$ 3,18 trilhões, atingindo seu menor nível desde março.

Dólar
O dólar comercial fechou esta sexta-feira em alta de 0,31%, aos R$ 1,7893 na compra e R$ 1,7901 na venda. A moeda acompanhou o aumento de aversão de risco. Mesmo com a alta dessa sessão, o dólar chegou à sua segunda semana do ano em queda, apurando desvalorização de 3,28%. No acumulado do ano, a desvalorização já chega a 4,20%.

Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 10,01%, 0,04 ponto percentual abaixo do fechamento de quinta-feira.

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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,09%, a 132,00% do valor de face.

Já o indicador de risco-País registrou queda de 9 pontos-base nessa sessão, aos 238 pontos.