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O Ibovespa fechou a sessão de segunda-feira (16) em alta de 1,37%, aos 59.956 pontos. O índice ganhou forças próximo do fechamento, a despeito do corte no rating do EFSF, realizado pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s. Apesar do feiado nacional nos EUA, o giro financeiro foi de R$ 8,80 bilhões, fortalecido pelo vencimento de opções sobre ações negociadas na BM&F Bovespa.
O mercado também não se deixou abalar com o corte de ratings de nove países da Zona do Euro pela S&P, que já era amplamente previsto. Sendo assim, nesta manhã, o governo francês realizou seu primeiro teste no mercado de dívida pública desde que teve seu rating cortado, vendendo a juros menores do que em relação aos níveis vistos na última semana. Vale mencionar que a agência Moody’s reiterou o rating máximo da França.
O mercado também viu com bons olhos a interferência do BCE no mercado de dívida, comprando títulos públicos dos governos da Itália e da Espanha, em um esforço para conter a alta dos rendimentos. Por fim, notícias de que a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Nicolas Sarkozy deverão se reunir com o governo grego e seus credores para definir uma reestruturação da dívida do país também chamaram a atenção.
Destaque de ações
As ações da OGX Petróleo registraram a maior alta dentre os papéis do Ibovespa nessa sessão, acumulando valorização de 5,79%, aos R$ 14,98, repercutindo as novas descobertas na Bacia de Campos.
Na ponta negativa estiveram os papéis da Souza Cruz, que registraram sua quarta queda seguida, desta vez de 1,53%, terminando a sessão aos R$ 21,95. Os ativos da Natura seguiram logo atrás, com queda de 1,03%, aos R$ 37,45.
Indicadores
Com os EUA fora do foco dos investidores, a agenda econômica doméstica ganhou relevância nesta segunda-feira. O Banco Central divulgou o Relatório Focus, que reduziu quase todas as projeções semanais e trouxe as primeiras expectativas para 2013. O BC reportou ainda os dados do IBC-Br, que apontou queda mensal de 0,16% em novembro.
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A FGV anunciou a segunda prévia do IPC-S de janeiro, que registrou variação de 0,97%. Por fim, o Ministério de Comércio Exterior reportou a balança comercial da segunda semana do ano, registrando déficit de US$ 589 milhões.
Dólar
Ganhando forças nos instantes finais de negociação, o dólar comercial fechou esta segunda-feira em queda de 0,14%, aos R$ 1,7875 na venda, após ter recuado 0,45% na sua mínima do intraday (R$ R$ 1,782). Além de ter volume reduzido por conta do feriado nos EUA, é válido lembrar a moeda norte-americana também finalizou as negociações antes do corte do rating do EFSF.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em abril de 2012, registrou uma taxa de 10,29%, 0,01 ponto percentual abaixo do fechamento de sexta-feira.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,06%, a 131,92% do valor de face.
Já o indicador de risco-País registrou alta de 1 pontos-base nessa sessão, aos 236 pontos.