Resumo Diário

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O Ibovespa fechou am alta de 1,14% nesta terça-feira (17), terminando aos 60.645 pontos e rompendo a barreira psicológica dos 60.000 pontos pela primeira vez em cinco meses. Esta foi a maior pontuação do índice desde 13 de julho de 2011, quando chegou aos 60.669 pontos. Vale lembrar que o início do pregão foi atrasado por mais de uma hora e meia, por conta de um problema técnico. O giro financeiro foi de R$ 6,49 bilhões. 

O índice acompanhou o bom dia no mercado financeiro após o PIB da China mostrar crescimento de 9,2% durante 2011, superando as expectativas em torno de 8,6% e 8,7%. Com a crise instalada nos países desenvolvidos, o crescimento da economia mundial depende dos países emergentes; dentre eles, o gigante asiático.  

A venda de € 1,501 bilhão em papéis de seis meses pelo EFSF, com alta demanda, mostrou a confiança do mercado no fundo como bom emissor, a despeito do corte no seu rating, realizado na véspera. Esse corte, aliás, não deverá ter impacto no fundo, afirmou Klaus Regling, chefe do EFSF. “Enquanto a decisão é de apenas uma agência de rating, não há necessidade de se tomar nenhuma medida”, disse Regling.

O mercado também se mostrou otimista com a situação espanhola, uma vez que o país emitiu títulos com taxas de juros menores, a despeito do corte no rating executado pela agência Standard & Poor’s na última sexta-feira (13). Ainda no velho continente, o primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, pediu à Alemanha e a outros países credores que façam mais para reduzir os custos de empréstimos de seu país.

Destaque de ações
Entre as maiores altas do Ibovespa, a JBS, em aparente correção técnica, liderou os ganhos do índice. O papel teve alta de 5,70%, aos R$ 5,75. A Vale também figurou entre as maiores altas do benchmark, após a mineradora ampliar a distribuição de dividendos a acionistas na véspera. O papel VALE3 registrou alta de 5,11%, aos R$ 42,79, enquanto a VALE5 avançou 4,10%, aos R$ 40,91.

Já na ponta negativa estiveram os papéis da Vanguarda Agro, que recuaram 2,70% aos R$ 0,36, seguidos pelas ações da Klabin, que perderam 2,67% de seu valor de mercado.

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Agenda
A agenda de indicadores domésticos desta terça-feira conta com o primeiro dia de reunião do Copom, sendo que a decisão sobre a taxa básica de juros para a economia brasileira deve ser tomada na quarta-feira. Ainda por aqui, a FGV revelou que o IGP-10 teve inflação de 0,08%.

Nos Estados Unidos, o NY Empire State Index chegou a 13,5 pontos positivos, acima das expectativas do mercado.

Dólar
Em mais um dia de otimismo no mercado, o dólar comercial fechou em queda pelo segundo pregão consecutivo nesta terça-feira, recuando 0,42%, cotado na venda a R$ 1,780, seu menor patamar desde 16 de novembro de 2011, quando fechou a R$ 1,767. Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 4,74% em janeiro, frente à alta de 3,07% registrada no mês passado.

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Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em alta nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 10,06%, 0,04 ponto percentual acima do fechamento de segunda-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,06%, a 132,00% do valor de face.

Já o indicador de risco-País registrou queda de 5 pontos-base nessa sessão, aos 231 pontos.