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Em dia de forte instabilidade, o Ibovespa conseguiu alcançar sua sexta alta consecutiva, terminando a segunda-feira (23) com ganhos de 0,12%, aos 62.386 pontos – sua máxima desde 6 de julho de 2011, quando fechou a 62.565 pontos. O índice não passava por um rali de alta tão longo desde o período entre 27 de junho a 4 de julho do ano passado, quando o mercado também teve seis altas seguidas. O giro financeiro foi de R$ 6,04 bilhões.
Apesar do pregão volátil, que fez com que o índice alternasse entre altas e baixas no intraday, o movimento altista se intensificou por conta da forte valorização das ações da Petrobras, que possuem uma das maiores participações na composição na carteira do Ibovespa. Em meio ao anúncio de que deverá haver uma troca da presidência da empresa, as ações PN e ON da estatal subiram 3,76% e 3,61%, respectivamente, liderando a ponta compradora do benchmark da bolsa brasileira.
Europa inspira cautela
Apesar de mais um dia positivo no mercado, o noticiário trouxe um teor maior de preocupação ao mercado, sobretudo após a falta de consenso entre o governo da Grécia e seus credores privados. Na Espanha, o banco central prevê que o seu PIB mostre uma “queda substancial” de 1,5% em 2012. Já o Bundesbank acredita que a atividade econômica de seu país tenha se estagnado no último trimestre de 2011.
Além disso, a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, afirmou nesta segunda-feira que, por conta dos riscos de abrandamento econômico criados pela crise da dívida na Europa, o fundo está rebaixando suas perspectivas de crescimento para boa parte do mundo, inclusive os países emergentes. Ademais, a crise deverá ser discutida no dia 9 de fevereiro entre presidente norte-americano, Barack Obama, e o primeiro-ministro da Itália, Mario Monti.
Destaque de ações
Além das já referidas ações da Petrobras, também estiveram os papéis preferenciais classe A da siderúrgica Usiminas, que avançou 1,66% aos R$ 11,67. Na ponta negativa, destaque para as ações da JBS, que recuaram 3,32% aos R$ 5,82, enquanto a também frigorífica Marfrig teve desvalorização de 2,65% aos R$ 8,08.
Indicadores
Em dia de agenda vazia nos Estados Unidos, os investidores acompanham a pauta econômica doméstica, que contou com a divulgação feita pela FGV do IPC-S, que apontou inflação de 0,93% na terceira medição de janeiro.
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Ainda nesta data, o Banco Central divulgou o relatório Focus, que revelou as projeções para uma inflação mais alta na semana, projetando uma expectativa para o IPCA de 0,58%. Enquanto isso, o MDIC reportou os dados da balança comercial da última semana, mostrando apontando saldo negativo de US$ 579 milhões.
Dólar
O dólar comercial registrou sua sexta queda consecutiva, fechando a segunda-feira cotado a R$ 1,752 na venda – desvalorização de 0,4% frente ao último fechamento. Assim, a moeda iguala sua maior sequência de quedas na última semana de novembro e início de dezembro de 2011 e renova a sua mínima desde o dia dia 11 de novembro do ano passado, quando fechou a R$ 1,7439.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em alta nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 9,86%, 0,04 ponto percentual acima do fechamento de sexta-feira.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,09%, a 132,19% do valor de face.
Já o indicador de risco-País registrou queda de 2 pontos-base nessa sessão, aos 209 pontos.