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O Ibovespa registrou alta de 0,16%, terminando a terça-feira (24) aos 62.486 pontos – renovando a máxima desde o dia 6 de julho de 2011, quando fechou a 62.565 pontos. Assim, o índice alcança sua sétima alta seguida, a maior sequência de valorizações desde 27 de setembro a 5 de outubro de 2010, quando o índice também registrou sete altas consecutivas.
Se a sessão ficou positiva ao final, esse não foi o caso de grande parte do intraday, quando o índice da bolsa brasileira chegou a registrar queda de 1,15%, aos 61.666 pontos, antes ganhar forças no início da tarde e inverter o sinal por volta das 17h00. O giro financeiro na sessão pré-feriado foi de R$ 6,27 bilhões.
O cenário europeu continua a preocupar, levando o FMI a rebaixar suas estimativas para o crescimento global e também para a economia brasileira. O mercado também não viu com bons olhos a rejeição por parte dos ministros da Zona do Euro da proposta do IFF, na renegociação da dívida grega.
Com o impasse, os líderes da região mostraram disposição em incrementar o poder de fogo dos fundos de resgate da Zona do Euro, incluindo a Alemanha. Ainda na região, Standard & Poor’s cortou o rating de longo prazo de dois dos três maiores bancos da França, o Credit Agricole e o Société Générale.
Destaques de ações
A ponta positiva do Ibovespa foi ocupada pelas ações da Vanguarda Agro, que avançaram 2,78% aos R$ 0,37. Ainda refletindo a futura troca de presidência da companhia, as ações ordinárias da Petrobras tiveram ganhos de 1,58%, aos R$ 27,73.
Entre as maiores quedas, destaque para a MRV Engenharia, que viu suas ações despencarem 2,96% aos R$ 13,45 – mesmo com uma prévia operacional considerada positiva. Já as emissões de debêntures da Duratex impactaram nos papéis da empresa, que recuaram 2,06% aos R$ 9,50.
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Indicadores
Na agenda de indicadores econômicos, os dados do PMI composto da Zona do Euro passaram de 48,3 pontos em dezembro para 50,4 em janeiro, acima da expectativa do mercado. Alemanha e França também apresentaram alta significativa no índice.
No front interno, o IBGE divulgou o IPCA-15 de janeiro, que marcou inflação de 0,65%. Já o BC também publicou a Nota do Setor Externo, apontando um superávit do balanço de pagamentos externos.
Por fim, a Serasa Experian divulgou dados da atividade econômica brasileira de dezembro, apontando queda no último mês do ano. Esse recuo não abalou o otimismo do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que projeta um crescimento de 4% a 5% em 2012.
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Dólar
Após subir mais de 0,8% até o começo da tarde, o dólar comercial foi perdendo forças no decorrer da sessão, acompanhando a melhora no humor do mercado. Ainda assim, a moeda conseguiu terminar no campo positivo, com modesta alta de 0,02%, o suficiente para interromper uma sequência de seis quedas, fechando a terça-feira cotada a R$ 1,753 na venda.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam sem rumo nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 9,84%, 0,01 ponto percentual abaixo do fechamento de segunda-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,01%, a 132,20% do valor de face.
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Já o indicador de risco-País registrou alta de 1 ponto-base nessa sessão, aos 209 pontos.