Resumo Diário

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Descolado das bolsas do exterior, o Ibovespa terminou esta quinta-feira (30) com alta de 2,23%, fechando a primeira sessão de dezembro aos 58.143 pontos. O movimento refletiu o corte na taxa Selic, promovido na véspera pelo Banco Central, e outras medidas de estímulo ao consumo e ao crédito anunciadas pelo governo durante a manhã. O giro financeiro foi de R$ 6,94 bilhões.

Além do corte na Selic, que eleva a atratividade da renda variável brasileira, o governo também reduziu de 2% para zero o IOF sobre os investimentos externos em ações – tanto em oferta primária quanto no mercado secundário. 

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, também reduziu de 3% para 2,5% ao ano a taxa anual do IOF do crédito para pessoa física e do IPI para produtos de linha branca. Além disso, cortou de 9,25% para zero a alíquota sobre as massas, bem como diminuiu o custo de crédito ao consumidor.

No front externo, Mario Draghi, presidente do BCE, afirmou que a união monetária e econômica da União Europeia precisa de um novo pacto fiscal.

Destaque de ações
Entre as maiores altas, destaque para as ações ordinárias da Usiminas. O papel da siderúrgica terminou o pregão em alta de 10,39%, aos R$ 19,65. As ações da BM&F Bovespa também estiveram entre as maiores valorizações após subirem 6,68% e chegarem aos R$ 10,54, refletindo a redução do IOF e da Selic. Por outro lado, a Cia. Hering puxou a ponta negativa do índice ao cair 5,46%, cotada a R$ 36,21. O recuo foi seguido pelos papéis da Marfrig, que já haviam tido a maior queda do benchmark na véspera.

Agenda
Na agenda desta quinta-feira, os investidores acompanharam a divulgação feita do IPC-S medido pela FGV, que fechou novembro com inflação de 0,53%. Já o MDIC reportou os dados da balança comercial de novembro, marcando superávit de US$ 583 milhões.

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Na agenda econômica norte-americana, o Initial Claims superou o consenso de mercado ao registrar 402 mil novos pedidos de auxílio-desemprego na passagem semanal. Já o ISM Index, responsável por mensurar o nível de atividade industrial nos EUA, superou as estimativas dos analistas, assim como o Construction Spending, que mede os gastos públicos e privados decorrentes da construção de imóveis no país.

Dólar
Em queda durante a sessão, o dólar comercial fechou com desvalorização de 0,57%, cotado a R$ 1,8025 na venda, o quinto recuo consecutivo. Esta é a primeira vez que a moeda cai cinco vezes seguidas desde o começo de outubro, quando registrou oito quedas consecutivas. A divisa dos EUA já acumula depreciação de 4,74% nesse rali.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em alta nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 10,87%, 0,03 ponto percentual acima do fechamento de quarta-feira.

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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com alta de 0,35%, a 131,27% do valor de face.

Já o indicador de risco-País registrou queda de 8 pontos-base nessa sessão, alcançando os 216 pontos.