Resumo Diário

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O Ibovespa fechou a segunda-feira (12) com forte queda de 1,53%, aos 57.346 pontos. O índice recuou durante toda a sessão, diante da sinalização da agência de classificação de risco Moody’s de que as medidas anunciadas pelos países europeus na semana passada para amenizar a crise não transmitiram muita confiança. O giro financeiro foi de R$ 6,8 bilhões. 

A Moody’s ameaçou revisar o rating de todas as economias da Zona do Euro no primeiro trimestre de 2012, frustrada com a falta de medidas concretas para o combate à atual crise que atinge a região. Uma das economias mais ameaçadas seria a França, onde o presidente Nicolas Sarkozy, afirmou que a perda do rating AAA seria difícil, mas não insuperável.

A OCDE lembrou que nenhum de seus países-membros registrou crescimento econômico em outubro. As perspectivas da Fitch para a economia mundial também foram reduzidas. Os títulos da dívida pública dos países da Europa retrataram o nervosismo do mercado. O rendimento dos títulos públicos italianos e espanhóis de dez anos avançaram no mercado secundário nesta segunda-feira. Contudo, o governo da Itália vendeu € 7 bilhões em títulos de um ano, com juros ligeiramente inferiores.

Destaque de ações
A Vanguarda Agro liderou a ponta negativa do Ibovespa ao recuar 11,32%, cotada a R$ 0,47. As imobiliárias também tiveram presença entre as cinco maiores quedas, com Rossi e Brookfield no posto de segunda e quarta maiores desvalorizações. 

Já entre as maiores altas, destaque para as empresas de energia elétrica. Os papéis da Cemig lideraram os ganhos do pregão, com alta de 2,99%, aos R$ 30,65. As ações da Light subiram 2,76%, aos R$ 30,11. A CPFL Energia também esteve entre as maiores valorizações, com avanço de 1,43%. Vale lembrar que os outros dois maiores ganhos  também foram de ações defensivas, da TIM e da Telefônica Brasil. 

Agenda
Por aqui, o Banco Central divulgou o relatório Focus, que reduziu o IPCA de 0,51% para 0,50% e a taxa de câmbio semanal para R$ 1,80. Além disso, o MDIC reportou dados da balança comercial da segunda semana de dezembro, que marcou déficit de US$ 730 milhoes.

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Já na agenda norte-americana, o Treasury Budget mostrou que o orçamento do governo norte-americano registrou déficit de US$ 137 bilhões em novembro, o 38º mês consecutivo de saldo negativo.

Dólar
Em valorização durante toda a sessão, o dólar comercial terminou esta segunda-feira em forte alta de 2,14%, cotado a R$ 1,8445 na venda. O clima de forte aversão ao risco se instaurou após a Moody’s questionar as medidas anunciadas pelos países europeus na semana passada para combater a crise.