Resumo Diário

.

Publicidade

Após ter iniciado o pregão em alta, o Ibovespa passou a operar no campo negativo logo no começo da tarde, acentuando suas perdas até o final do pregão. Dessa forma, o principal índice de ações da bolsa brasileira terminou esta segunda-feira (19) em queda pelo quarto pregão consecutivo, com recuo de 1,42%, chegando aos 55.298 pontos – sua menor pontuação desde 25 de novembro, quando fechou a 54.894 pontos. O volume financeiro foi de R$ 9,197 bilhões, impulsionado pelo vencimento de opções sobre ações.

Apesar do começo positivo, o benchmark da bolsa brasileira sucumbiu ao aumento de aversão ao risco, que ganhou forças após os ministros das finanças dos países da Zona do Euro anunciarem que vão fornecer € 150 bilhões em recursos adicionais ao FMI. Mais cedo, o próprio FMI comprometeu-se a liberar € 2,9 bilhões de uma nova parcela do pacote de resgate financeiro a Portugal. O dinheiro faz parte de um pacote de € 78 bilhões acordado entre o fundo e a União Europeia. Ainda na região, o novo primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy anunciou nesta sexta-feira que cortará € 16,5 bilhões em gastos públicos durante 2012.

A Coreia do Norte também esteve no radar, após a morte do ditador Kim Jong-Il, que será substituído pelo filho mais novo, Kim Jong-un. O governo comunista havia melhorado suas relações com a capitalista Coreia do Sul nos últimos anos, mas a transição pode fazer com que os avanços sejam perdidos e a região viva dias de tensão. Após o anúncio da morte do líder, o país testou mísseis e é possível que o novo ditador resolva endurecer o regime e fortalecer o programa nuclear.

Destaque de ações
Entre as maiores quedas do índice, destaque para as ações da Gafisa, que recuaram 12,97% aos R$ 4,43. Já os papéis Vanguarda Agro continuaram com seu rali de queda, com perdas de 12,50% nessa segunda-feira, terminando aos R$ 0,35; apenas em dezembro, a ação já sofreu desvalorização de 36,36%. Já entre as maiores altas, os ativosa da Klabin (KLBN4) subiram 2,48% aos R$ 7,45. Os papéis foram seguidos pela LLX Logística (LLXL3), que avançaram 1,83% aos R$ 3,34.

Agenda doméstica
Sem indicadores relevantes nos EUA, a agenda doméstica ganhou atenção. Por aqui, os investidores acompanharam o Relatório Focus, que derrubou a projeção do IGP-DI para 0,20% e do IGP-M para 0,33%. Já a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulgou o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) que ficou estável, registrando inflação de 0,49% na 2ª medição de dezembro.

A FGV (Fundação Getulio Vargas) anunciou a segunda prévia de dezembro do IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado), que marcou deflação de 0,07% na segunda semana de dezembro. Por fim, o Ministério de Comércio Exterior reportou os resultados da balança comercial que registrou superávit de US$ 542 milhões.

Continua depois da publicidade

Dólar
Em alta durante toda a sessão, o dólar comercial terminou a sessão cotado a R$ 1,8652, alta de 0,47%. Com isto, o dólar acumula valorização de 2,89% em dezembro, frente à alta de 6,44% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 11,94%.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em alta nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 9,91%, 0,01 ponto percentual acima do fechamento de sexta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com queda de 0,10%, a 132,04% do valor de face.

Continua depois da publicidade

Já o indicador de risco-País avançou 6 pontos-basel nessa sessão, aos 235 pontos.