Publicidade
Em dia de baixo volume, em função da ausência de negócios nos mercados dos Estados Unidos e da Europa, o Ibovespa fechou esta segunda-feira (26) praticamente estável, ao registrar leve queda de 0,05%, aos 57.669 pontos. O giro financeiro foi de apenas R$ 1,121 bilhão.
A aversão ao risco continua a pressionar, principalmente após as declarações de Christine Lagarde, diretora-gerente do FMI, de que os impasses em relação à dívida na Zona do Euro ameaçam a economia em nível mundial.
As perspectivas para a atividade industrial da China também chamaram a atenção dos investidores. De acordo com Miao Wei, ministro da Indústria e da Tecnologia da Informação, em 2012 a economia do país deve desacelerar para um crescimento de cerca de 11%, contra uma expansão estimada em 13,9% para este ano. Além disso, o país e o Japão assinaram um acordo para aliviar a pressão do dólar em seus negócios, utilizando a moeda local para o comércio entre eles.
Otimismo no Brasil
Se a situação externa ainda preocupa, o cenário doméstico é mais positivo. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, lembrou que o País, agora a 6ª maior economia mundial, deverá apresentar crescimento acima da média no futuro e alcançar o padrão de vida europeu em uma ou duas décadas.
Ainda no front interno, o Banco Central divulgou o Relatório Focus, que aumentou a projeção do IPCA de 0,53% para 0,54%.
Ganhos e perdas
Entre as maiores altas do Ibovespa na sessão, as ações da JBS avançaram 3,92%, aos R$ 6,90. Também se destacaram os papéis das imobiliárias Rossi e MRV Engenharia, que registraram ganhos de 2,54% e 1,49%, respectivamente.
Continua depois da publicidade
A maior queda do dia ficou com os papéis da Embraer, que recuaram 2,12%, aos R$ 11,06. As ações das varejistas Natura e Lojas Americanas também estiveram entre as maiores baixas, com perdas de 1,42% e 1,14%, nessa ordem.
Dólar
Também com poucos negócios, o dólar comercial fechou esta segunda-feira em leve alta de 0,10%, cotado a R$ 1,8588 na venda. Com isto, o divisa acumula valorização de 2,54% em dezembro, frente à alta de 6,44% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 11,56%.