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O Ibovespa terminou esta quarta-feira com queda de 2,54%, aos 56.533 pontos – o maior recuo desde 17 de novembro, quando registrou perdas de 2,68%. O índice refletiu a aversão ao risco nos mercados mundiais, influenciada por temores acerca da economia japonesa e do avanço da crise europeia. O giro financeiro foi de R$ 3,27 bilhões.
No Japão, os indicadores revelados pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria mostraram que a atividade manufatureira contraiu-se 2,6% durante novembro, na comparação mensal. Em outubro, o índice havia avançado 2,4%, e a expectativa de mercado girava em torno de uma queda de 0,8%.
Já na Europa, o uso da linha de depósito overnight do BCE atingiu uma nova máxima recorde, à medida que os bancos da Zona do Euro se voltam para a autoridade monetária como um porto seguro para recursos adicionais. Os bancos depositaram € 452,03 bilhões no BCE em operações de um dia. A crise europeia continua a apertar, e o o governo do presidente espanhol, Mario Rajoy, propôs o congelamento do salário mínimo em € 641,4 ao mês em 2012, a fim de conter os gastos governistas.
Destaque de ações
Entre as maiores baixas do Ibovespa na sessão, destaque para as ações da JBS, que lideraram as perdas do benchmark com uma queda de 8,49%. Já os papéis da GOL recuaram 6,37%, cotados a R$ 11,91, a segunda maior baixa do índice. Na ponta positiva, as ações da Natura avançaram 1,03%, aos R$ 36,21.
Agenda
Na agenda econômica, o fluxo cambial apontou um expressivo saldo negativo de US$ 2,108 bilhões até a quarta semana de dezembro. O indicador foi divulgado pelo Banco Central.
Ainda por aqui, a Nota de Política Fiscal registrou um superávit primário acumulado de R$ 8,2 bilhões em novembro e R$ 126 bilhões no ano. Por fim, a FGV divulgou a Sondagem Industrial, mostrando que a confiança na indústria aumentou pela primeira vez em 2011.
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Dólar
O dólar comercial fechou esta quarta-feira em alta de 0,73%, cotado a R$ 1,8735 na venda, sua quarta valorização seguida e seu maior valor desde 25 de novembro, quando valia R$ 1,8864. A movimento de alta da moeda, que teve início no começo da tarde, pode ser justificado pela aversão ao risco, fruto de um cenário negativo nas principais economias mundiais.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 10,06%, 0,02 ponto percentual abaixo do fechamento de terça-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,27%, a 132,29% do valor de face.
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Já o indicador de risco-País registrou alta de 9 pontos-base nessa sessão, aos 218 pontos.