Resumo Diário

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Operando em alta por toda a sessão, o Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira (3), terminando o dia com forte alta de 1,52%, aos 58.196 pontos. O índice acionário refletiu principalmente as referências externas, principalmente as especulações sobre o plebiscito grego e o corte na taxa básica de juros do continente europeu, além de ter também refletir os acontecimentos da véspera, quando a bolsa esteve fechada por conta do feriado nacional. O giro financeiro nessa sessão foi de R$ 6,697 bilhões.

O mercado voltou sua atenção para o início, em Cannes, da reunião de líderes do G-20, com o intuíto de discutir o andamento da crise fiscal da Zona do Euro, especialmente as duvidas em relação à Grécia. Especula-se que uma saída para a crise seria a saída do país da Zona do Euro, o que trouxe alívio ao mercado.

O mercado também esteve aliviado com o possível cancelamento do referendo convocado anteriormente, para ratificar a aprovação do plano de ajustes fiscais. A confirmação de que o governo pretende cancelar o plebiscito, próximo do fechamento do mercado, trouxe mais segurança aos investidores.

Resultados
Algumas das principais empresas listadas na BM&F Bovespa divulgaram seus resultados trimestrais entre o fechamento da sessão de terça e o início das negociações desta quinta-feira. Destaque para o Banco do Brasil, que registrou lucro líquido de R$ 2,9 bilhões no terceiro trimestre.

Já a Duratex teve queda de 31,1% no seu lucro líquido, atingindo o montante R$ 102,33 milhões no período. Por sua vez, a fabricante de aeronaves Embraer teve prejuízo no trimestre, de R$ 200 mil.

Destaque de ações
Na ponta positiva da bolsa brasileira, destaque para as ações da GOL, que avançou 8,47% aos R$ 14,21. Já a Petrobras viu suas duas ações terminarem entre as cinco maiores altas da bolsa brasileira, PETR3 teve valorização de 4,04% e terminou cotada a R$ 23,67, enquanto PETR4, de maior liquidez, subiu 3,74% aos R$ 21,92.

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Na ponta negativa, o destaque esteve com duas empresas que divulgaram resultado. A maior das 13 quedas do benchmark foi registrada pela Embraer, que viu suas ações desvalorizarem em 4,97% aos R$ 11,09. Já o Banco do Brasil viu seus papéis recuarem 2,17% – a 4ª maior queda do índice -, aos R$ 25,24.

Agenda
Por aqui, o destaque da agênda econômica ficou com a divulgação do IPC de outubro, que apontou 0,39% de inflação. Já o Banco Central revelou o fluxo cambial, que apontou déficit de US$ 105 milhões na quarta semana do mês.

No cenário internacional, destaque para a decisão do BCE, que contrariou as expectativas do mercado e reverteu sua política de manutenção da taxa básica de juros ao anunciar um corte de 25 pontos-base para 1,25% ao ano, na tentativa de amenizar a crise da dívida da Zona do Euro. A instituição projeta arrefecimento da economia no velho continente, que deverá registrar inflação de 2% ao ano. 

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Já nos EUA, o destaque ficou com o Initial Claims, que mostrou um número de novos pedidos de auxílio-desemprego menor do que o esperado. Também referente ao mercado de trabalho, o Productivity & Costs referente ao terceiro trimestre registrou número superior ao estimado pelos analistas. O Factory Orders também superou as expectativas, ao contrário do ISM Services, que veio abaixo do esperado.

Dólar
Após operar com volatilidade nessa sessão, o dólar comercial conseguiu reverter a trajetória vista no começo do dia e fechou em alta de 0,25% nesta quinta-feira, cotado a R$ 1,7419 na venda. Com esta alta, o dólar acumula valorização de 2,28% em novembro, frente à queda de 9,51% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 4,54%.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam sem rumo nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 10,27%, 0,02 ponto percentual acima do fechamento de terça-feira.

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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com queda de 0,23% em relação ao fechamento anterior, a 132,70% do valor de face.

Já o indicador de risco-País fechou em queda de 8 pontos-base, aos 214 pontos.