Resumo Diário

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No vermelho durante toda a sessão e perdendo ainda mais força à tarde, o Ibovespa terminou essa quarta-feira (9) em forte queda de 2,50%, aos 57.549 pontos, a maior desde 3 de outubro, quando o benchmark recuou 2,93%. A bolsa brasileira continua pressionada pelo cenário negativo na Europa, que vê Itália e Grécia passando por forte instabilidade política. O giro financeiro desta sessão foi de R$ 6,084 bilhões.

A economia italiana voltou ao centro das atenções neste pregão, após o anúncio na véspera de que o primeiro-ministro do país, Silvio Berlusconi, deixará o governo. Contudo, isso só deverá ocorrer após a aprovação do pacote de austeridade em tramitação no parlamento do país. A fragilidade italiana preocupa os investidores e levou os yields dos títulos públicos de 10 anos da Itália a alcançarem rendimento de 7,4%, marca considerada insustentável para a terceira maior economia da Zona do Euro.

A situação da Grécia também chamou a atenção dos investidores, colaborando para o mau humor desta sessão. Por lá, o país continua sem liderança após o presidente convocar uma reunião para amanhã, que deverá culminar na escolha de um novo primeiro-ministro para a Grécia. O nome de Filippos Petsalnikos, líder do Parlamento, já havia sido anunciado para o cargo, de acordo com agências internacionais, mas nada foi confirmado pelo governo grego.

Resultados
A temporada de resultados continua, e algumas das empresas que compõem a carteira teórica do Ibovespa divulgaram seus balanços entre o fechamento da sessão de terça e o início da sessão da quarta. A BM&F Bovespa reportou lucro líquido ajustado acumulado entre julho e setembro foi de R$ 399,6 milhões, avanço de 2,7% frente ao terceiro trimestre de 2010. Já a AmBev registrou lucro líquido de R$ 1,703 bilhão – queda de 6,8% frente reportado no ano passado. 

Destaque de ações
Na ponta negativa do índice, o destaque ficou com a petroquímica Braskem, que recuou 7,44% e fechou aos R$ 14,80. As imobiliárias também tiveram dia ruim, e Cyrela e Rossi estiveram entre as maiores desvalorizações, com quedas de 6,35% e 5,86% respectivamente. 

Já entre as ações com melhor desempenho na sessão, destaque para os papéis defensivos. Telefônica Brasil avançou 2,22% aos R$ 49,70, enquanto a Sabesp avançou 1,81% aos R$ 48,87. AmBev e BM&F Bovespa, que divulgaram seus resultados na sessão, também fecharam em alta, em dia em que apenas 6 dos 68 ativos que fazem parte da composição da carteira teórica subiram.

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Agenda
O fluxo cambial até a primeira semana de novembro registrou saldo negativo de US$ 36 milhões. Os investidores também viram a divulgação do IPC-Fipe referente a primeira quadrissemana de novembro, que apontou inflação de 0,53%, e o Levantamento Sistemático sobre a safra agrícola brasileira, estimada em 159,7 milhões de toneladas em 2011.

Já nos Estados Unidos, a agenda econômica trouxe o Wholesale Inventories, relatório de vendas e os estoques do setor atacadista norte-americano, que decepcionou os analistas ao registrar queda de 0,1%, ante estimativas de um avanço de 0,5%. Também por lá, dados do Departamento de Energia demonstraram que os estoques de petróleo do país recuaram 1,4 milhão de barris, ou 0,4% no período entre 31 de outubro e 4 de novembro.

Dólar
Em valorização durante todo o intraday, o dólar comercial acentuou ainda mais seus ganhos na última hora de negociações, fechando esta quarta-feira cotado na venda a R$ 1,776 – forte valorização de 2,08%. A moeda ganha valor conforme o humor do mercado piora, o que diminui a procura por investimentos de maior risco e aumenta a demanda por outros de maior segurança.

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Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em queda nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 9,95%, 0,17 ponto percentual abaixo do fechamento de terça-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com queda de 0,15% em relação ao fechamento anterior, a 131,90% do valor de face.

Já o indicador de risco-País terminou em alta de 24 pontos-base aos 222 pontos.