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Após ter operado boa parte desta sexta-feira (3) no campo positivo, refletindo a divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro e a divulgação dos detalhes da oferta de ações da Petrobras, o Ibovespa inverteu a tendência e fechou em queda de 0,19%, a 66.678 pontos, descolado dos principais mercados globais. O principal índice da bolsa paulista chegou a atingir os 67.673 pontos durante a sessão. O volume financeiro do dia foi de R$ 6,413 bilhões. Na semana, o índice avançou 1,67%.
Por aqui, uma das principais referências do dia foi a divulgação do PIB brasileiro, em valores correntes, que apresentou no segundo trimestre de 2010 um avanço de 1,2% em relação aos três meses anteriores. Na comparação com o mesmo período de 2009, o indicador registrou crescimento de 8,8%. O resultado ficou abaixo da expansão de 2,7% vista nos três primeiros meses deste ano, mas superou as expectativas de analistas, que esperavam alta entre 0,6% e 1,1% na comparação trimestral.
Na ponta positiva do Ibovespa, o principal destaque da sessão ficou por conta dos papéis da Petrobras. A companhia revelou logo pela manhã os termos de sua oferta de ações, que poderá lhe render uma captação de até R$ 128 bilhões, caso lotes adicionais sejam exercidos. Se confirmado, será um dos maiores volumes já captados por uma empresa em tal operação na história mundial.
No total, inicialmente, serão emitidas 2,174 bilhões de ações ordinárias e 1,585 bilhão de preferenciais, cujo preço, como de praxe, será fixado no processo de bookbuilding. O investidor de varejo poderá investir entre R$ 1 mil e R$ 300 mil na oferta. O período de reservas começa dia 13 de setembro, ao passo que a estreia das ações está agendada para 27 de setembro.
Por outro lado, a OGX encerrou o dia entre as principais baixas do Ibovespa, refletindo em parte o reposicionamento dos investidores nos papéis do setor depois do anúncio da Petrobras. Também entre as quedas estão as companhias do setor imobiliário, como Rossi e PDG Realty, refletem o noticiário do setor. Segundo estudo realizado pela Fundação João Pinheiro e divulgado pelo Ministério da Cidades, o déficit habitacional brasileiro caiu de 6 milhões para 5,572 milhões de moradias entre 2007 e 2008. Cabe dizer que, apesar da queda, o número ainda é elevado.
Agenda
Outra referência de peso foi a notícia de que a economia norte-americana registrou a perda de 54 mil postos de trabalho em agosto, segundo o Relatório de Emprego. O resultado veio melhor do que o esperado pelo mercado, que estimava perda de 120 mil postos. Já a taxa de desemprego avançou para 9,6%, dentro das projeções. Vale ressaltar que em julho também foram fechados 54 mil postos de trabalhos, segundo dados revisados.
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Outros indicadores econômicos também repercutiram na sessão. Na agenda norte-americana, o setor de serviços marcou desempenho abaixo do esperado pelo mercado no mês de agosto. O ISM Services ficou em 51,5 pontos na passagem de julho a agosto, resultado inferior às projeções de analistas, que estavam em torno de 53 pontos.
Dólar
Após chegar a ser negociado abaixo de R$ 1,72 – patamar abaixo da mínima registrada em 2010 (R$ 1,721) – durante a manhã, o dólar comercial foi ganhando forças ao longo do dia, chegando a operar bem próximo da estabilidade nos instantes finais de negociação. Contudo, a ponta vendedora prevaleceu e a divisa fechou esta sexta-feira com queda de 0,06%, sendo cotada na venda a R$ 1,731, igualando a menor cotação desde 3 de maio deste ano.
Embora o real tenha ganhado força em relação ao dólar nos últimos meses, refletindo a expectativa de um forte fluxo da moeda estrangeira no País com a capitalização da Petrobras, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirma que a moeda brasileira tem se mantido estável em relação à norte-americana e que, após a oferta de ações da empresa, a tendência é de que o real volte a cair ante o dólar.
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Também ajudando a fortalecer a recuperação do dólar no dia, o Banco Central realizou mais um leilão de compra da moeda no mercado cambial à vista. A operação ocorreu entre as 15h08 e as 15h18 (horário de Brasília) e contou com uma taxa de corte de R$ 1,73.
Renda Fixa
O mercado de juros futuros encerrou em alta. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2012, fechou com taxa de 11,37%, alta de 0,04 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.
O mercado de títulos da dívida externa fechou estável. O título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou sem oscilação, cotado a 136,80% do valor de face.
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O Risco-País registrou queda de 5 pontos-base em relação ao fechamento anterior, atingindo 213 pontos-base.