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Após operar em alta durante a manhã, o Ibovespa inverteu sinal fechou esta sexta-feira (18) com baixa de 0,45%, aos 56.731 pontos. A situação europeia continuou a pesar no humor dos investidores, fazendo com se consolidasse uma queda de 3,10% na semana, a terceira seguida de perdas. O giro financeiro dessa sessão foi de R$ 5,277 bilhões.
Por aqui, o destaque ficou por conta do governo federal, que liberou R$ 12,153 bilhões de recursos do Orçamento da União de 2011 que estavam contingenciados. Além disso, o governo oficialmente reduziu sua estimativa para crescimento da economia nacional em 2011.
A Europa continuou a ser o foco dos mercados. Os investidores refletiram um possível empréstimo do BCE ao FMI, para que o organismo tenha recursos suficientes para socorrer a Zona do Euro, efetivamente superando as restrições legais que impedem o BCE de emprestar dinheiro. Enquanto isso, o presidente da instituição, o italiano Mario Draghi, adotou um tom duro em seu primeiro discurso público após assumir o cargo.
Além disso, a Hungria iniciou negociações com o FMI e a União Europeia para alcançar um novo acordo financeiro, de modo a ganhar tempo para implementar reformas, antes de alcançar a perigosa situação de Grécia, Portugal, Itália e Espanha. Ademais, o novo governo grego divulgou sua meta para redução da relação dívida/PIB, mais agressiva que a do governo anterior.
Destaque de ações
Na ponta negativa do índice da bolsa paulista, destaque para as units do Santander, que registraram queda de 3,24% aos R$ 13,16. Já no campo positivo, destaque para a alta de 2,61% aos R$ 7,85 da Marfrig, que alçou posto de maior valorização semanal.
Agenda
Na agenda doméstica desta sexta-feira, a Fipe divulgou o IPC-Fipe referente à segunda quadrissemana de novembro, que apontou inflação de 0,59%. Também nesta data, a FGV revelou o IGP-10, que marcou inflação de 0,44%.
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Nos EUA, os investidores acompanharam a divulgação do Leading Indicators, relatório que compreende vários índices já divulgados, como os pedidos de auxílio-desemprego, o custo de mão de obra e as permissões para construção, que superou as expectativas ao marcar avanço de 0,9%, contra projeções positivas de 0,6%.
Dólar
Ganhando forças durante a sessão, o dólar comercial inverteu sinal e terminou a sexta-feira com alta de 0,16%, valendo R$ 1,783 na venda – maior patamar desde 20 de outubro. Assim, a moeda norte-americana consolida alta semanal de 2,24%, sua terceira seguida.
Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em queda nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 10,98%, 0,02 ponto percentual abaixo do fechamento de quinta-feira.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com queda de 0,23%, a 130,70% do valor de face.
Já o indicador de risco-País registrou queda de 2 pontos-base nessa sessão, alcançando os 228 pontos.