Resumo Diário

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Em dia negativo nas bolsas de todo o mundo, o Ibovespa fechou esta segunda-feira (21) com baixa de 0,79% – 3ª queda seguida – indo aos 56.284 pontos, batendo sua mínima desde 21 de outubro, quando fechou a 55.225 pontos. O benchmark, no entanto, deu sinais de recuperação na parte da tarde, já que durante a manhã ele chegou a recuar 2,16% quando bateu sua mínima do intraday (55.504 pontos). O giro financeiro dessa sessão foi de R$ 11,541 bilhões, fortalecido pelo vencimento de opções sobre ações.

Na Europa, mais um país mudou de governo. Na Espanha, o líder da oposição, Mariano Rajoy, do conservador Partido Popular venceu nas urnas com maioria absoluta no último domingo. Também chamou atenção o comunicado da agência de classificação de risco Moody’s, alertando para um possível rebaixamento da nota de crédito francesa.

Já a Alemanha, principal economia do continente, deverá crescer pouco ano que vem, elevando o sentimento de aversão ao risco, de acordo com o Bundesbank. Isso ocorreria com a piora da crise na Zona do Euro. A UE deverá anunciar uma medida para tentar que isso ocorra, com a divulgação de propostas para a criação de eurobônus.

O clima também é tenso nos Estados Unidos, uma vez que o “supercomitê” do Congresso dos Estados Unidos não conseguiu chegar a um acordo quanto ao corte adicional de US$ 1,2 trilhão nos gastos públicos, ampliando o impasse entre republicanos e democratas quanto ao controle do déficit no país.

Destaque de ações
Em um dia predominantemente baixista, lideraram as quedas a Brookfield, que caiu 4,62% aos R$ 5,37. A BM&F Bovespa logo seguiu, com queda de 4,44% aos R$ 10,11, refletindo a possível entrada de um novo concorrente a partir de 2012. Entre as maiores altas, a JBS viu seus papéis subirem 3,88% aos R$ 5,62.

Agenda
Na agenda doméstica, os investidores acompanharam o Relatório Focus, trazendo mudanças significativas apenas nas estimativas para a produção industrial deste ano, que vieram abaixo daquelas vistas na semana passada. Já a balança comercial registrou superávit de US$ 282 milhões na terceira semana de novembro. Ademais, o Tesouro Nacional mostrou que a dívida pública interna do País avançou 0,51% e atingiu R$ 1,723 trilhão em outubro.

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Enquanto isso, na agenda norte-americana, o Existing Home Sales de outubro mostrou que as vendas de imóveis usados superaram as expectativas.

Dólar
Operando no campo positivo durante toda esta segunda-feira, o dólar comercial fechou em alta de 1,68% cotado a R$ 1,813 na venda. Essa é a maior cotação de fechamento alcançada pela moeda norte-americana desde 5 de outubro, quando a moeda fechou a R$ 1,8315.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em alta nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 9,98%, 0,03 ponto percentual acima do fechamento de sexta-feira.

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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com queda de 0,15%, a 130,50% do valor de face.

Já o indicador de risco-País registrou alta de 7 pontos-base nessa sessão, alcançando os 239 pontos.