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O Ibovespa acompanhou o comportamento das bolsas internacionais nesta quarta-feira (23) e registrou sua quinta queda consecutiva ao recuar 1,62%, fechando aos 54.972 pontos, sua menor pontuação desde 20 de outubro, quando fechou a 54.009 pontos. É a maior sequência de quedas do índice desde setembro, quando ele também caiu por cinco vezes seguidas entre os dias 19 e 23. O giro financeiro foi de R$ 5,607 bilhões.
Os investidores voltaram a demonstrar apreensão com a deterioração da economia global após a divulgação de indicadores econômicos decepcionantes, como o PMI prévio desse mês mostrando que a atividade industrial tanto da Zona do Euro quanto da China estão contraindo.
Já nos Estados Unidos, a agência de classificação de risco Moody’s reiterou como AAA a nota atribuída a dívida pública do país, mas alertou que “coloca perspectiva negativa da classificação do país por causa da necessidade de maior redução do déficit para reverter o atual quadro de aumento da dívida do país”.
Zona do Euro em foco
A Grécia também manteve-se no radar do mercado, com o banco central local alertando que o país enfrenta o risco de uma saída desordenada da Zona do Euro e pediu que onovo governo de coalizão grego acelere o ritmo das reformas econômicas. Em seu relatório prévio de política monetária para 2011, a autoridade afirmou que o mais recente pacote de ajuda ao país representa a última chance para o país cumprir seu programa de reformas.
Ainda no front europeu, o governo alemão vendeu, nesta sessão, € 3,889 bilhões em títulos com vencimento em janeiro de 2022. O montante é apenas 35% do valor máximo ao qual a Alemanha estava disposta a vender, de € 6 bilhões. Os títulos foram vendidos com rendimento de 1,98%, ainda assim menor do que a remuneração exigida pelo mercado para comprar dívida pública do país no mercado secundário, a qual estava em 2,03% no início do dia.
Destaques do pregão
Entre as maiores quedas do Ibovespa neste pregão, o destaque ficou por conta das ações da BR Malls, que seguraram a lanterna do benchmark nesta quarta-feira.
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Na ponta positiva, destaque para os papéis da Klabin, que lideraram os ganhos do índice nesta sessão, ao registrarem valorização de 2,69%, cotados a R$ 6,88.
Agenda
No Brasil, os investidores digeriram novos dados de inflação. O IPC-S de 22 de novembro marcou taxa positiva de 0,43%, segundo dados divulgados pela FGV, 0,05 ponto percentual maior que o registrado na última medição.
Já o IPCA-15 do mês de novembro, divulgado pelo IBGE, apresentou resultado de 0,46%, aceleração de 0,04 ponto percentual em relação ao mês anterior. Ainda por aqui, o Banco Central revelou o fluxo cambial até a terceira semana de novembro, terminada na sexta-feira (18), registrou saldo positivo de US$ 1,207 bilhão.
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Nos EUA, o núcleo do índice de preços PCE registrou leve avanço de 0,1% em outubro, em linha com as estimativas do mercado, enquanto o Durable Good Orders, exibiu recuo de 0,7% no mesmo mês, frente à projeção de queda de 0,9%. Já o número de pedidos de auxílio-desemprego na última semana registrou 393 mil novos pedidos, pior do que as expectativas de 391 mil solicitações.
A confiança do consumidor norte-americano medida pela Universidade de Michigan, veio ligeiramente abaixo do esperado pelo mercado com o Michigan Sentiment apontando 64,1 pontos em novembro, frente às projeções de 64,2 pontos para o período.
Dólar
O dólar operou com forte valorização durante todo o intraday, fechando esta sessão com alta de 2,94% – o maior avanço diário desde 21 de setembro -, cotado na venda a R$ 1,8597, seu maior fechamento visto desde 4 de outubro, quando terminou o dia valendo R$ 1,8685.
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Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos tiveram expressiva queda nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 10,94%, 0,04 ponto percentual abaixo do fechamento de terça-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com queda de 0,13%, a 130,43% do valor de face.
Já o indicador de risco-País registrou alta de 9 pontos-base nessa sessão, alcançando os 247 pontos.